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X-WR-CALDESC:Uma das mais antigas instituições científicas nacionais, ativa  desde 1779. Promove e zela pelo seu património e através da investigação e da discussão de ideias, contribui para a valorização nacional.
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SUMMARY:Jornada da Academia das Ciências de Lisboa na Universidade do Porto | Sessão Especial do Instituto de Altos Estudos 
DESCRIPTION:\nSessão Especial do Instituto de Altos Estudos \n\n“COVID-19 e a Condição Pós-COVID“\n\nReveja a sessão aqui: manhã ( https://www.youtube.com/live/p-93spJ5d4s?si=P3BraFA13rQwTLul ) e tarde ( https://www.youtube.com/live/_7PRbOzv0Yg?si=mnL6dgcntfZWhI6R ).\n\n\nFoi a 5 de maio de 2023 que a Organização Mundial da Saúde declarou o fim da emergência global da COVID-19. Entretanto, novas variantes têm surgido, e, passados mais de dois anos, milhões de cidadãos que foram afetados pela pandemia continuam a manifestar sintomas dos mais variados, que incluem dores articulares e musculares, fadiga, dificuldade respiratória, palpitações, problemas de concentração (brain fog), perturbações do sono, tosse persistente e febre que à falta de dados coerentes e consistentes tem sido apelidada de condição pós-COVID-19 (long-COVID ou COVID longa). \n\nApesar da gigantesca quantidade de dados acumulados a nível nacional e internacional sobre estes pacientes e do enorme impacto sobre a sua qualidade de vida, estamos ainda longe de perceber a etiologia de todos estes sintomas e da sua ligação às diferentes variantes do coronavírus SARS-CoV-2. \n\nO objetivo desta Jornada é o de informar os cidadãos do que se sabe e do que ainda se desconhece sobre este tema. Assim como da investigação e dos projetos em curso para esclarecer as dúvidas que persistem.\n\nPerceber não só a biologia, mas também o impacto psicológico, sociológico, económico e jurídico da COVID longa é fundamental para que os Governos possam implementar as políticas públicas mais esclarecidas que serão necessárias para irem ao encontro deste desafio.\n\nReunimos um conjunto de protagonistas que, no passado e no presente, se têm debruçado sobre este tema, para que, nesta Jornada sob a égide da Academia das Ciências de Lisboa, de uma forma informal, possam apresentar as suas contribuições e esclarecerem o público interessado.  \n\nPrograma\n\n10:00 |   Sessão de Abertura Institucional — Academia das Ciências de Lisboa e Universidade do Porto\n\n10:15  |  Alexandre Quintanilha – “Covid-19: o que aprendemos e falta ainda esclarecer“\n\nInstituto de Investigação e Inovação em Saúde (i3S)Instituto de Ciências Biomédicas de Abel Salazar (ICBAS), Universidade do Porto\n\nQuando a OMS declarou o fim da emergência de saúde para a Covid-19 a nível global, também alertou que continuaria como ameaça de saúde. O objetivo desta Jornada é descrever a situação que se viveu e que ainda se vive em Portugal.\n\nDulce Nascimento do Ó – “COVID Longa: a ciência e a vivência“\n\nPresidente da Associação Portuguesa de Covid Longa Associação Protetora dos Diabéticos de Portugal Enfermeira coordenadora Departamento Estudos e Projetos \n\nIrei abordar, brevemente, alguns resultados de estudos, dando maior destaque ao estudo dos clusters de sintomas. Seguidamente, a descrição da vivência com COVID longa, a fundação da APCL e a descrição das atividades realizadas e das planeadas para o futuro.\n\n10:45 | Henrique de Barros – “Covid-19: Retratos do mundo enfrentando uma crise anunciada“\n\nFaculdade de Medicina e Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto\n\nConsiderando a revisão do Regulamento Sanitário Internacional (2005), a antecipação da “Doença X” e exercícios como o Crimson Contagion (2019), a pandemia da COVID‑19 foi tudo menos inesperada. Ainda assim, a resposta global não foi capaz de evitar o pânico, cordões sanitários, vigilância controversa e egoísmos geopolíticos, agravando desigualdades e privilegiando narrativas ancoradas em preconceitos e emoções, mais do que na ciência. Os anúncios recorrentes do fim da pandemia foram manifestamente exagerados e a infeção veio, de facto, para ficar.\n\n11:05 | Graça Freitas – “COVID-19 em Portugal, que História(s)?”\n\nMédica, especialista em Saúde Pública\n\nA história da pandemia é a perspetiva de cada um dos seus intervenientes ancorada em acontecimentos objetivos como a identificação e caracterização do vírus, a declaração de pandemia e do estado de emergência, a produção de vacinas ou o número de pessoas que morreram devido à infeção por SARS-CoV2. Das lições apreendidas resultará melhor preparação e resposta a desafios futuros, assim se espera. \n\n11:40 | Mário Centeno – “Enfrentando o desconhecido: a resposta das políticas económicas durante a pandemia”\n\nBanco de Portugal\n\nA emergência de uma crise pandémica obrigou todos os responsáveis políticos a um grau de coordenação nunca antes atingido, quer na dimensão nacional quer europeia. A resposta da economia às medidas adotadas foi muito rápida, mas assimétrica em termos setoriais.\n\nGonçalo Lobo Xavier  – “O papel do retalho no período COVID e a normalização da sociedade”\n\nDiretor Geral da APED\n\nNotas breves sobre os desafios da manter uma cadeia de valor a funcionar “em modo COVID” e o papel do retalho na normalização da vida em sociedade; a adaptação de todos os sistemas e colaboradores a um novo modo de trabalhar e a garantia de segurança para todos;\n\n12:10 – 14:00  |  ALMOÇO\n\n14:00 | Mariana Vieira da Silva – “Governar em tempo de pandemia: incerteza, reação e recuperação” \n\nDeputada e Vice-Presidente do Grupo Parlamentar do PS e ex-Ministra da Presidência \n\nDurante dois anos, o Governo esteve praticamente confinado à gestão da pandemia e das suas consequências. Esta intervenção debruçar-se-á na forma como se procurou gerir a incerteza e construir as soluções, nas dimensões de comunicação da incerteza e na mobilização dos especialistas e da população e das dimensões de recuperação (ou não) de uma crise tão profunda. \n\n14:30 | Instituições de Saúde Pública \n\nJoão Paulo Gomes – “As variantes do SARS-CoV-2: as batalhas que perdemos e a guerra que pensamos ter ganhado”\n\nInvestigador Coordenador do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge, Responsável da Unidade de Genómica e Bioinformática do Departamento de Doenças Infeciosas\n\nA apresentação incidirá sobre o permanente “braço de ferro” que fizemos com as variantes virais, sobre o impacto que tiveram na saúde humana e na sociedade e sobre o que podemos esperar no futuro.\n\nRaquel Duarte – “Resposta Hospitalar e de Saúde Pública – Poderemos estar mais bem preparados? Uma visão pessoal”\n\nInstituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge                                                                  Instituto de Ciências Biomédicas de Abel SalazarInstituto de Saúde Pública da Universidade do Porto\n\nA apresentação revê a resposta hospitalar e de saúde pública à COVID-19, destacando lições aprendidas, desafios estruturais e propostas para fortalecer a resiliência organizacional\n\nSónia Dias – “Barómetro Covid-19 – Opinião Social: conhecer, decidir e agir”\n\nDiretora e Professora Catedrática, Escola Nacional de Saúde Pública, Universidade NOVA de Lisboa\n\nApresentação do Barómetro COVID-19, que com recolha regular de dados, junto da população, analisou a evolução dinâmica e a resposta à pandemia, apoiando decisões políticas e técnicas com dados sobre saúde, perceção de risco, acesso e confiança nos serviços.\n\nRaquel Lucas – “O momento da epidemiologia: medir saúde e doença pela mão dos cidadãos”\n\nInstituto de Saúde Pública da Universidade do Porto\n\nEm março de 2020, lançámos os Diários de uma Pandemia, numa parceria entre ISPUP, INESC TEC e jornal Público. Seguir mais de 13 mil pessoas ao longo de um ano permitiu-nos melhorar a compreensão da dinâmica da infeção e do seu impacto na população, produzindo conhecimento decisivo para a construção de modelos de suporte a políticas públicas de resposta à pandemia.\n\n15:30 – 16:00 | INTERVALO (pausa para café)\n\n16:00 | Outras Instituições – Esforço Partilhado e Voluntariado\n\n Catarina Brito – “Antigénios do SARS-CoV-2 para Desenvolvimento de Ensaios e Vacinas: Do Plasmídeo à Escala de Gramas em Duas Semanas”\n\nITQB NOVA e IBET\n\nNo âmbito do Consórcio Serology4COVID, a Unidade de Bioprodução do iBET produziu rapidamente antigénios virais do SARS-CoV-2, que foram posteriormente caracterizados biofisicamente no ITQB NOVA. Estas proteínas desempenharam um papel crucial no desenvolvimento de um teste serológico para deteção de anticorpos anti-SARS-CoV-2.\n\nRui Oliveira – “Inovação de Emergência – a abordagem europeia para o rastreio de contactos”\n\nUniversidade do Minho & INESC TEC\n\nEm apenas seis meses, e no auge da pandemia, a Europa desenvolveu uma solução quase perfeita para o rastreio da proximidade física entre as pessoas. O bom, o mau e o legado.\n\n Carina Rodrigues – “O Contributo da Academia: De Professora a Diretora Técnica do Laboratório COVID-19”\n\nEscola Superior de Saúde, Instituto Politécnico de Bragança /Centro de Investigação de Montanha (CIMO)\n\nPartilha da experiência de transição da docência para a direção de um laboratório de diagnóstico à COVID-19. Aborda a adaptação de infraestruturas, a formação de equipas e a colaboração com a comunidade, ilustrando o papel crucial da academia em resposta a uma emergência de saúde pública.\n\n Didier Cabanes – “O nosso contra-ataque à pandemia”\n\ni3S – Instituto de Investigação e Inovação em Saúde\n\nAlicerçado na experiência adquirida durante a pandemia, foi criado um serviço clínico – o i3S Diagnostics – que oferece aos prestadores de cuidados de saúde um serviço inovador de diagnóstico, que está já a revolucionar a identificação de agentes infeciosos e das suas resistências aos antibióticos, apoiando assim estratégias terapêuticas mais dirigidas e eficazes.\n\nAna Paula Mucha – “Sinais dos Esgotos: Saneamento como Sentinela da Pandemia na Cidade do Porto”\n\nCIIMAR – Centro Interdisciplinar de Investigação Marinha e Ambiental\n\nNesta intervenção destaca-se uma resposta colaborativa à pandemia, assente na ciência e no esforço conjunto de várias instituições da cidade do Porto. A experiência demonstrou o valor das infraestruturas de saneamento como sentinelas epidemiológicas e o papel crucial da ciência colaborativa em emergências de saúde pública.\n\n17:00 | A Gestão da Covid e da Condição pós-Covid\n\nMargarida Tavares – “Da observação atenta à investigação clínica: aprendendo com a condição pós-COVID-19”\n\nServiço de Doenças Infeciosas e Unidade Autónoma de Gestão da Urgência e Medicina Intensiva, ULS de São João.\n\nEPIUnit, Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto.\n\nA identificação, ainda numa fase precoce da pandemia, de doentes com sintomas persistentes ou recorrentes após a infeção aguda por SARS-CoV-2 motivou a criação de uma consulta dedicada. A consequente recolha sistemática de dados clínicos, sociais e biológicos e o estudo prospetivo de coortes de doentes, permitiram caracterizar a condição pós-COVID-19, descrever o seu impacto funcional e descobrir determinantes de prognóstico.\n\nM. Regina Redinha – “Covid-19 e Direito do Trabalho – das medidas de emergência às alterações estruturais”\n\nFaculdade de Direito, UP\n\nPresidente da Associação Portuguesa de Direito do Trabalho (APODIT)\n\nPara o Direito do Trabalho a pandemia do Covid-19 representa um marco de transformação e de revelação de tendências de evolução. A emergência da pandemia provocou o súbito aparecimento de novas modalidades de trabalho, sublinhou a necessidade de tutela reforçada de direitos de personalidade, redefiniu (des)equilíbrios relacionais e evidenciou novas formas de encarar e viver o trabalho. \n\nEsta jornada realiza-se no âmbito do Instituto de Altos Estudos da Academia das Ciências de Lisboa e é coordenada pelo académico Alexandre Quintanilha.\n\n\n \n
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