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ILLLP presente na EURALEX 2026

O Instituto de Lexicologia e Lexicografia da Língua Portuguesa (ILLLP) da Academia das Ciências de Lisboa marcou presença na conferência internacional EURALEX 2026, realizado entre 29 de setembro e 3 de outubro, na Österreichische Akademie der Wissenschaften (ÖAW), em Viena.

Sob o tema “Lexicography in the Age of AI”, a edição de 2026 reuniu lexicógrafos, investigadores, editores e especialistas em tecnologias da linguagem para discutir o impacto da inteligência artificial e do processamento de linguagem natural na produção, revisão e utilização de recursos lexicográficos.

A participação do ILLLP incluiu uma conferência plenária de Ana Salgado,presidente do Instituto, intitulada “Dictionaries as Pipelines: Lexicographic Work at the Lisbon Academy of Sciences”, apresentada a 2 de outubro.

A comunicação propôs uma visão do dicionário como uma infraestrutura dinâmica e continuamente atualizada, na qual os dados lexicais são recolhidos, estruturados, validados e reutilizados. A apresentação partiu do trabalho lexicográfico atualmente desenvolvido na Academia das Ciências de Lisboa. A intervenção destacou igualmente a importância de processos editoriais transparentes e documentados, bem como o papel do lexicógrafo na validação e governação dos dados, num contexto em que ferramentas computacionais e sistemas de inteligência artificial assumem uma presença crescente na lexicografia.

O ILLLP esteve também representado por Leonor Martins, bolseira bolseira de investigação da Academia das Ciências de Lisboa no âmbito do projeto PORTULAN CLARIN (LISBOA2030-FEDER-01316900), cofinanciado pela União Europeia através do Programa Lisboa 2030 (FEDER), com a comunicação “Neologisms in Evaristo.ai vs. ChatGPT: Implications for LLM-Based Lexicography in European Portuguese”, em coautoria com Ana Salgado. Apresentado a 3 de outubro, o estudo compara o tratamento de neologismos pelo Evaristo.ai e pelo ChatGPT, procurando avaliar as implicações da utilização de grandes modelos de linguagem na produção de informação lexicográfica para o português europeu.

O trabalho insere-se no debate atual sobre as possibilidades e limitações da inteligência artificial aplicada à lexicografia, nomeadamente no que diz respeito à geração automática de conteúdos lexicográficos, à fiabilidade das respostas produzidas pelos modelos e à necessidade de validação humana especializada.

A participação do ILLLP na EURALEX 2026 reforça a presença da Academia das Ciências de Lisboa no debate internacional sobre o futuro da lexicografia e evidencia o trabalho que vem sendo desenvolvido na articulação entre investigação lexicográfica, dados estruturados e inteligência artificial, com particular atenção aos recursos e às especificidades do português europeu.

ILLLP reforça presença do português na infraestrutura lexicográfica global de dados digitais

ILLLP reforça presença do português na infraestrutura lexicográfica global de dados ligados

O Instituto de Lexicologia e Lexicografia da Língua Portuguesa (ILLLP) da Academia das Ciências de Lisboa está a reforçar a presença da língua portuguesa nas grandes infraestruturas internacionais de dados linguísticos.

No âmbito de um trabalho desenvolvido em colaboração com a Universidade do País Basco (EHU), cerca de 70 000 entradas do Dicionário da Língua Portuguesa (DLP) foram integradas nos Lexemas da Wikidata, a área da Wikidata dedicada à representação estruturada de palavras, formas e sentidos. Os dados podem também ser explorados na ILLLP Wikibase, a plataforma onde são estruturados, relacionados e progressivamente enriquecidos.

Este trabalho permite que os dados do DLP possam ser pesquisados, relacionados com outros recursos e reutilizados em diferentes ambientes digitais, mantendo sempre a ligação ao registo original do dicionário.

Para tornar esta integração possível, dados do DLP foram convertidos para formatos internacionais de representação de informação lexicográfica e organizados na Wikibase do ILLLP. O processo não corresponde, porém, a uma simples transferência automática de dados.

Foi necessária uma importante componente de validação editorial, nomeadamente para verificar a correspondência entre os sentidos descritos no DLP e os conceitos representados na Wikidata. Estas decisões exigem trabalho lexicográfico especializado, uma vez que as distinções estabelecidas num dicionário têm de ser adequadamente representadas num novo ambiente de dados.

Português entre as dez línguas com mais lexemas na Wikidata

O impacto deste trabalho é já visível na representação internacional da língua portuguesa.

Segundo os dados disponibilizados pelo Ordia, ferramenta de exploração dos dados lexicográficos da Wikidata, o português encontra-se atualmente entre as dez línguas com maior número de lexemas registados na plataforma.

Esta presença crescente contribui para tornar os dados lexicais do português mais acessíveis e reutilizáveis por investigadores, projetos de Humanidades Digitais, aplicações de processamento de linguagem e sistemas de inteligência artificial.

A próxima etapa prevê o enriquecimento progressivo dos lexemas portugueses com nova informação, incluindo formas flexionadas, etimologias, exemplos de uso em corpus, pronúncias e ligações entre sentidos e conceitos.

Ao mesmo tempo, a exploração destes dados permite identificar inconsistências ou informação em falta no próprio dicionário. A reutilização dos dados cria, assim, um caminho de retorno: ajuda também os lexicógrafos da Academia a rever e melhorar o DLP.

O projeto constitui, deste modo, mais um passo na transformação do dicionário digital numa verdadeira infraestrutura de conhecimento sobre a língua portuguesa, capaz de ser consultada por pessoas, explorada por investigadores e reutilizada por sistemas computacionais.

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IV Tertúlia “A Tipografia da Academia (1780-1910)” 

A 23 de setembro realizou-se a quarta edição das Tertúlias de História das Ciências na Academia, dedicada ao período de atividade da Tipografia da Academia, entre 1780 e 1910. 

Durante o evento, foram realizadas duas apresentações realizadas por Inês Mesquita e Nathália Bertolozo (bolseiras da ACL) sobre as publicações da Academia, destacando os seus primeiros anos de funcionamento e as zincogravuras existentes no acervo da Tipografia. 

Seguiu-se um período de discussão, no qual foram apresentadas várias hipóteses de investigação para identificar e compreender as publicações produzidas na Tipografia da Academia, bem como o seu significado político, social, económico e cultural para o país.

Paulo Ferrão

O Académico Paulo Ferrão é o novo Co-Chair da Comissão Diretiva “ENERGIA” do EASAC

O académico Paulo Ferrão, representante da Academia das Ciências de Lisboa da Comissão Diretiva de Energia do European Academies Science Advisory Council (EASAC), foi eleito o novo co-chair desta comissão. 

A Academia das Ciências de Lisboa felicita este académico e conta com os valiosos contributos do Professor Paulo Ferrão para o desenvolvimento e o impacto da comissão. A sua vasta experiência e liderança nas áreas da energia e da sustentabilidade constituirão um importante contributo para a promoção do conhecimento científico, a análise dos desafios da transição energética e o fortalecimento do papel consultivo da Academia em matérias de relevante interesse nacional e internacional.

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Evocação de Isabel Maria de Magalhães Collaço

No passado dia 23 de setembro, por ocasião do centenário do nascimento de Isabel Maria de Magalhães Collaço (1926-2026), a Academia das Ciências de Lisboa promoveu uma sessão de homenagem ao percurso universitário e cívico desta distinta professora de Direito, que foi sócia da Academia. A cerimónia contou com o Alto Patrocínio de Sua Excelência o Presidente da República e com a presença e os testemunhos de várias personalidades que acompanharam de perto a carreira pública de Isabel Maria de Magalhães Collaço.

A sessão começou com a intervenção do presidente da Academia das Ciências de Lisboa, José Francisco Rodrigues, que destacou o percurso da Professora Magalhães Collaço em geral e na Academia das Ciências em particular. Seguidamente, João Carlos Loureiro, presidente do Tribunal Constitucional, enalteceu o seu papel na revisão do Código Civil de 1977, bem como na construção do Estado Constitucional, desde logo enquanto membro do Conselho de Estado durante o Processo Revolucionário em Curso. Eduardo Vera Cruz Pinto, diretor da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, em comunicação gravada, e Dário de Moura Vicente, em comunicação presencial, realçaram a contribuição de Isabel Maria de Magalhães Collaço na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa. Por fim, Maria da Glória Garcia destacou o percurso singular da professora Magalhães Collaço, agraciada por Mário Soares com a Grande-Cruz da Ordem Militar de Cristo, em 8 de março de 1996, no seu último ato público como presidente da República Portuguesa, e agraciada também, a título póstumo, pelos Presidente da República Jorge Sampaio e pelo Presidente da República Marcelo Rebelo de Sousa.

Durante a evocação, Marcelo Rebelo de Sousa partilhou o seu testemunho pessoal, lembrando ter conhecido a professora Magalhães Collaço antes mesmo de entrar na Faculdade de Direito. Jorge Miranda destacou, por sua vez, o seu papel na Comissão Constitucional entre 1976 e 1979. Rui Moura Ramos salientou a sua participação em várias entidades e conferências internacionais, nomeadamente como delegada nas Conferências de Haia. Leonor Beleza relatou momentos vividos com a professora Magalhães Collaço ao longo do seu percurso académico, bem como o trabalho desenvolvido no âmbito da revisão do Código Civil, em 1977. Por fim, Dário Moura Vicente evidenciou a aprendizagem contínua com a professora Magalhães Collaço e a sua importância na elaboração da Lei da Arbitragem, em 1986. António Menezes Cordeiro finalizou a evocação, salientando a contribuição científica da professora Magalhães Collaço ao longo da sua carreira académica.

Maria Helena Brito fez uma pré-apresentação do livro “Deixar marca no direito, na sociedade, no tempo”, que está a ser composto a partir de textos, pareceres e acórdãos da Comissão Constitucional, da autoria de Isabel Maria de Magalhães Collaço.

José Luís Cardoso encerrou a cerimónia, realçando os múltiplos percursos e participações de Isabel Maria de Magalhães Collaço, que lhe conferem um papel singular, inegável e inesquecível na sociedade portuguesa.

 

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Vencedora – 9.ª Edição do Prémio de Historia Alberto Sampaio

A Academia das Ciências de Lisboa tem o prazer de anunciar que Beatriz Sofia Correia é a vencedora da 9.ª edição do Prémio de História Alberto Sampaio, com o ensaio “O Direito Punitivo sobre a Violência Conjugal na Diocese de Coimbra durante a Primeira Metade do Século XVIII: da teoria à prática”. Tendo sido deliberada a atribuição deste Prémio por unanimidade, o Júri sublinhou a solidez e a qualidade científica do trabalho apresentado, bem assim como o seu excelente contributo para um melhor conhecimento da Mulher no contexto da sociedade do período final da Época Moderna.

Beatriz Sofia Correia é licenciada em História (2021) e mestre em História da Época Moderna (2024) pela Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra. Doutoranda na mesma área científica e na mesma Faculdade, é investigadora no Centro de História da Sociedade e da Cultura da Universidade de Coimbra. Pós-Graduada em Direito Penal Económico, Internacional e Europeu (2023) pela Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, frequenta desde 2022 a licenciatura em Direito da mesma instituição.

O prémio Alberto Sampaio reconhece trabalhos de excelência na área da História e tem como objetivo promover e incentivar investigações de qualidade neste campo. A Academia das Ciências de Lisboa felicita Beatriz Sofia Correia pelo seu trabalho notável e pelo merecido reconhecimento com o Prémio de História Alberto Sampaio. A Academia das Ciências de Lisboa agradece a todos os participantes e envolvidos neste prémio e reitera o seu compromisso em apoiar e promover a investigação histórica em Portugal. Para mais informações sobre o Prémio de História Alberto Sampaio e outras iniciativas da Academia das Ciências de Lisboa, por favor, visite o nosso site.

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Dia Internacional do Microrganismo 2026

No dia 17 de setembro a Academia das Ciências de Lisboa associou-se, pelo quinto ano consecutivo, às comemorações do Dia Internacional do Microrganismo com duas iniciativas:
– uma sessão da Classe de Ciências dedicada ao tema “Microbiologia sem fronteiras: a diáspora científica portuguesa” com a participação de cientistas da diáspora e um debate moderado pela Secretária da Classe de Ciências, Isabel Sá-Correia. A sessão foi encerrada pela Secretária de Estado da Ciência e Inovação, Helena Canhão.
– apresentação do Livro digital “ABC dos Microrganismos Marinhos” uma iniciativa do Projeto Marinheiros da Esperança (serviços de pediatria), do Comité Português para a COI e do Comité Nacional para a Década do Oceano. O Secretário de Estado das Pescas e do Mar, Salvador Malheiro, encerrou esta apresentação do livro.
Veja ou reveja a sessão no canal de YouTube da Academia das Ciências de Lisboa.

 

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Prémios da Academia das Ciências de Lisboa aos melhores alunos do Ensino Secundário (com o apoio da Fundação Amélia de Mello) – Edição 2026

Informação complementar: O prazo para submissão de candidaturas dos Prémios do Ensino Secundário estender-se-á extraordinariamente, nesta edição, até dia 30 de setembro de 2026

Os prémios António Vieira, Alexandre Herculano e Pedro Nunes, instituídos pela Academia das Ciências de Lisboa, destinam-se a reconhecer o mérito e a estimular as vocações de alunos do ensino secundário que se destaquem nas disciplinas de Português (Prémio António Vieira), História A (Prémio Alexandre Herculano) e Matemática A (Prémio Pedro Nunes). Os prémios, no valor anual de 3.000 euros cada, serão financiados pela Fundação Amélia de Mello e visam distinguir os melhores alunos nas disciplinas mencionadas.


As candidaturas podem ser efetuadas até 30 setembro de 2026.

Para mais informação consulte o seguinte link: https://www.acad-ciencias.pt/academia/premios/

Em memória de Joaquim Cerqueira Gonçalves (1930–2026)

A Academia das Ciências de Lisboa manifesta o seu profundo pesar pelo falecimento, no dia 22 de agosto de 2026, do Professor Doutor Joaquim Cerqueira Gonçalves, Sócio Emérito da Classe de Letras, figura maior da filosofia portuguesa contemporânea.

Nascido em Gaifar, Ponte de Lima, em 1930, Joaquim Cerqueira Gonçalves foi sacerdote franciscano, filósofo e professor universitário. Fez a sua formação em Filosofia Escolástica no Instituto Católico de Toulouse e em Filosofia na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, onde apresentou, em 1962, a dissertação Essência e existência no pensamento de João Duns Escoto e se doutorou, em 1970, com a tese Homem e Mundo em São Boaventura.

Professor catedrático da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, exerceu durante quase quatro décadas um magistério que marcou sucessivas gerações de estudantes e investigadores. Foi Presidente do Conselho Científico daquela Faculdade, Diretor da Revista da Faculdade de Letras, fundador e Diretor da revista Philosophica e Coordenador Científico do Centro de Filosofia. Manteve também uma relevante ligação à Universidade Católica Portuguesa, onde exerceu funções docentes e de coordenação, tendo sido Presidente da Sociedade Científica da Universidade Católica Portuguesa e Diretor do Instituto de Coordenação Científica da mesma universidade (ICIC). Integrou ainda, entre outras instituições, o Conselho Nacional de Ética para as Ciências da Vida.

Medievalista de referência e pensador original, desenvolveu uma vasta obra em torno de autores como Santo Agostinho, São Boaventura e João Duns Escoto, alargando a sua reflexão a alguns dos grandes problemas da filosofia e da cultura contemporâneas. A sua obra, reunida em grande parte nos três volumes de Itinerâncias de Escrita, atravessa os domínios da filosofia, da cultura, da linguagem, da educação e da ecologia, sendo marcada pelo sentido franciscano da fraternidade, pela atenção à dignidade de todos os seres e por uma permanente abertura ao diálogo e à liberdade do pensamento.

A sua relação com a Academia das Ciências de Lisboa prolongou-se por mais de três décadas. Eleito Sócio Correspondente em 18 de maio de 1989, passou a Sócio Efetivo em 19 de março de 2008 e a Sócio Emérito em 26 de janeiro de 2017. Participou assiduamente nas sessões da Classe de Letras, apresentou numerosas comunicações e interveio regularmente nos seus debates. Representou também a Academia no Conselho Nacional de Educação, missão que desempenhou até janeiro de 2017.

A Academia recorda igualmente o Professor Joaquim Cerqueira Gonçalves como um Mestre que entendia o ensino não como transmissão de um pensamento acabado, mas como convite a pensar. A generosidade intelectual, a simplicidade, a liberdade de espírito e o profundo sentido de fraternidade que caracterizaram a sua vida e o seu magistério permanecerão na memória dos seus alunos, colegas e confrades.

Agraciado, em 2002, com a Grã-Cruz da Ordem da Instrução Pública, Joaquim Cerqueira Gonçalves deixa uma obra de singular relevância para a filosofia e para a cultura portuguesas e o exemplo de uma vida inteiramente dedicada ao pensamento, ao ensino e ao serviço da comunidade.

A Academia das Ciências de Lisboa presta sentida homenagem à memória do seu ilustre Sócio Emérito e apresenta à sua família, à Ordem dos Frades Menores, aos seus discípulos, colegas e amigos as mais sentidas condolências.

Em memória do Professor Carvalho Guerra (1932-2026)

A Academia das Ciências de Lisboa evoca, com profundo pesar, a memória de Francisco Carvalho Guerra, Sócio Correspondente da Classe de Ciências, 6.ª Secção — Ciências Médicas e da Saúde, figura maior da vida científica, académica e institucional portuguesa.

Professor Catedrático Jubilado da Faculdade de Farmácia da Universidade do Porto e da Universidade Católica Portuguesa, distinguiu-se nas áreas da Bioquímica, da Química Farmacêutica e da Biotecnologia, tendo contribuído decisivamente para a consolidação do ensino superior e da investigação científica em Portugal.

Presidiu ao Centro Regional do Porto da Universidade Católica Portuguesa e teve um papel fundador na afirmação desta instituição na cidade e na Região Norte. Foi o primeiro Bastonário da Ordem dos Farmacêuticos, Presidente da Sociedade Portuguesa de Bioquímica e cofundador da Sociedade Portuguesa de Ciências Farmacêuticas.

Homem de ciência, de instituições e de serviço público, Carvalho Guerra marcou profundamente o Norte do País, contribuindo para a sua afirmação no panorama nacional e internacional. A sua intervenção estendeu-se ainda às relações com os países africanos de língua portuguesa, ao desenvolvimento regional e à reflexão ética nas ciências da vida.

Foi agraciado com várias honrarias, incluindo: Grande-Oficial da Ordem da Instrução Pública (1985), Grã-Cruz da Ordem Militar de Cristo (1995), concedida pelo Presidente da República Jorge Sampaio, Comenda de São Gregório Magno, concedida pelo Papa João Paulo II, em 2003 e Comenda da Ordem Equestre de São Gregório Magno, concedida pelo Papa Francisco, em 2020.

A Academia das Ciências de Lisboa presta homenagem a um académico distinto, cuja obra científica, capacidade de liderança e dedicação ao bem comum permanecem como exemplo para as gerações futuras. À sua família, amigos, discípulos e a todos aqueles que com ele privaram e trabalharam, apresenta sentidas condolências.