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Lançamento online do novo Comentário do EASAC “Integração de Sistemas Energéticos”

O lançamento online do mais recente comentário do Conselho Consultivo das Academias Europeias de Ciências (EASAC), dedicado ao tema “Integração de Sistemas Energéticos” será realizado no próximo dia 16 de abril, pelas 14h00,

A iniciativa dirige-se à comunidade académica e científica, promovendo a reflexão e o debate sobre os desafios e oportunidades associados à integração dos sistemas energéticos no contexto europeu.

Os interessados em acompanhar a sessão à distância deverão efetuar inscrição prévia através do seguinte link em: https://easac-events.eu/event/energy-system-integration.

Informações adicionais sobre o evento podem ser consultadas no site do EASAC, em: https://easac.eu/meetings-events/details/commentary-launch-event-energy-system-integration-online.

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Tertúlia sobre os primeiros serviços geológicos a e Academia das Ciências de Lisboa

No dia 19 de março, realizou-se a terceira edição das Tertúlias de História das Ciências na Academia, desta vez dedicada aos primeiros serviços geológicos e à sua ligação com a Academia das Ciências de Lisboa. 

A tertúlia, integrada nas atividades do Instituto de Altos Estudos, teve como ponto de partida: i) uma carta de Carlos Ribeiro, de 3 de julho de 1858, a respeito da impressão das suas memórias, a qual integra o Arquivo Histórico da ACL; ii) Artefactos do Paleolítico Médio da estação de Casal do Monte (Loures); e iii) a obra Algarce, Description géographique et géologique de cette province, de Charles Bonnet, 1850, que integra a biblioteca da ACL.    

Foi mais um momento de partilha de conhecimentos pelos vários participantes, com base em vasta documentação, materiais arqueológicos do Museu da ACL e manuscritos coevos do Arquivo Histórico da ACL. 

apresentação bolseiros

Sessão Especial – Apresentação preliminar de resultados dos Bolseiros de Doutoramento 

A Academia das Ciências de Lisboa acolheu, a 17 de março de 2026, uma sessão especial conjunta dedicada à apresentação preliminar dos resultados de seis estudantes de doutoramento com bolsas no âmbito do protocolo entre a ACL e a Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT), ativo desde 2022. 
A sessão, presidida por José Francisco Rodrigues, foi coordenada pela secretária-geral Isabel Sá-Correia. Foram apresentados trabalhos de programas de doutoramento nas áreas da História, Geografia, História e Filosofia das Ciências, Biologia e Biociências Moleculares. Os doutorandos apresentaram os resultados preliminares obtidos, que evidenciaram o progresso obtido na execução dos seus programas de tese, com início em 2022, 2023 ou 2024,  tendo respondido às perguntas e comentários dos académicos presentes. Durante toda a sessão, esteve presente Maria Paula Diogo, Vogal do Conselho Diretivo da FCT, que, no final da sessão, se dirigiu aos estudantes de doutoramento do programa, felicitando-os e referindo a importância que a FCT atribui a este protocolo que envolve, como parceira, a Academia das Ciências de Lisboa.

Ver ou rever a sessão aqui.

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Concurso para atribuição de uma Bolsa de Investigação (BI)

Encontra-se aberto concurso para atribuição de uma bolsa de investigação (BI) no âmbito investigação (BI) a financiar por fundos europeus (FEDER), no âmbito do Programa LISBOA 2030, geridos pela CCDR-LVT, no quadro da operação LISBOA2030-FEDER-01316900 – PORTULAN CLARIN (Infraestrutura de Investigação para a Ciência e Tecnologia da Linguagem), sob gestão da Academia das Ciências de Lisboa enquanto beneficiário líder estabelecido pelo Regulamento n.º 582/2022, conforme publicado no Diário da República, 2.ª série, n.º 123 de 28 de junho de 2022, disponível no site oficial da ACL, e de acordo com o Estatuto do Bolseiro de Investigação Científica, aprovado pela Lei n.º 40/2004.

O bolseiro participará em atividades relacionadas com o tema dos anglicismos no Dictionary of the Portuguese Language da Academia das Ciências de Lisboa (DLP-ACL): descrição lexicológica, modelação de conhecimento lexical e especialização de um agente conversacional (Evaristo.ai) para português europeu. O objetivo principal consiste em desenvolver investigação aplicada sobre a inovação lexical em português europeu através de anglicismos, convertendo o conhecimento lexicográfico do DLP-ACL em dados curados e anotados (de natureza lexicológica e lexicográfica) para o treino, o alinhamento por instruções e a avaliação de grandes modelos de linguagem, com integração e validação no agente Evaristo.ai.  Prevê-se a participação do bolseiro nas seguintes tarefas principais: (i) inventariação e delimitação do universo de anglicismos no Dictionary of the Portuguese Language da Academia das Ciências de Lisboa (DLP-ACL), com definição de critérios de seleção e caracterização linguística essencial; (ii) conceção e implementação de um esquema de anotação para anglicismos, adequado a objetivos lexicológicos/lexicográficos e à preparação de dados para treino e avaliação de grandes modelos de linguagem; (iii) recolha, curadoria, normalização e estruturação dos dados lexicográficos relevantes, assegurando controlo de qualidade; (iv) criação de recursos e exemplos para alinhamento por instruções (instruction tuning) e desenho de prompts de sistema orientados para a melhoria do agente Evaristo.ai no tratamento de anglicismos em português europeu; (v) apoio à integração e especialização do Evaristo.ai com os dados produzidos, em colaboração com a equipa do consórcio PORTULAN, incluindo testes funcionais; (vi) definição e aplicação de métricas e procedimentos de avaliação do desempenho do modelo/agente; e (vii) participação em reuniões de projeto, elaboração de relatórios e contributo para produção e disseminação científica dos resultados.

Os interessados deverão consultar o regulamento e as condições de candidatura aqui
Fim do prazo de candidatura: 31 de março de 2026

Envio de candidaturas para o seguinte email: geral [at] acad-ciencias.pt

 

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Matemática e Esperança no Dia do Pi de 2026

“Matemática e Esperança: Alavancas da Inovação” foi o mote do encontro que teve lugar no dia 14 de março na Faculdade de Ciências da Universidade do Porto no âmbito do Dia Internacional da Matemática e do Dia do Pi.

Na abertura, Ana Maria Camacho, Vice-reitora para a Transformação Digital e Gestão de Informação, em representação do reitor da Universidade do Porto, saudou os presentes. De seguida, José Francisco Rodrigues, Presidente da Academia das Ciências de Lisboa, referiu na sua intervenção aspetos e desafios atuais que reforçam a necessidade da colaboração entre matemáticos e inovadores. Jorge Freitas, presidente do Centro Internacional de Matemática, enalteceu, com dois significativos exemplos, o papel fundamental da Matemática na criação de conhecimento e no progresso tecnológico e social. O matemático francês Jean-Pierre Bourguigon, que foi presidente do ERC (European Research Council), Nguyen Tien Zung, reputado professor de matemática que fundou a Torus AI, uma empresa de matemática aplicada ligada à inteligência artificial, João Ribeiro, professor do Instituto Superior Técnico, Eugénio Rocha, presidente da Sociedade Portuguesa da Matemática e Pedro Camanho, professor da Faculdade de Engenharia, efetuaram intervenções realçando múltiplas interações entre matemática e inovação, tendo participado na mesa redonda final, que contou com a intervenção de Fernando Alexandre, Ministro da Educação, Ciência e Inovação, que reconheceu o papel da Matemática e lançou um repto aos matemáticos, e aos cientistas, no geral, para que participassem ativamente da discussão pública sobre a nova Agência de Investigação e Inovação.

O evento, promovido pela Academia das Ciências de Lisboa, pelo CIM e pelo CMUP – Centro de Matemática da Universidade do Porto, contou com o apoio do Institut Français du Portugal e da Universidade do Porto e foi partilhado no YouTube através dos seguintes links: https://www.youtube.com/live/u-JdclMNwf4 (sessão) e https://youtu.be/dg0tPNLabMc (mesa redonda).

Fotografias do evento disponíveis nas redes sociais: LinkedInFacebookInstagram. 

 

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Dia Internacional das Mulheres | 8 de março

Assinalando o Dia Internacional das Mulheres, a Academia das Ciências de Lisboa destaca o contributo fundamental das mulheres para o avanço do conhecimento científico e da criação artística e literária.

Num tempo em que o progresso das sociedades depende cada vez mais da diversidade de perspetivas e da igualdade de oportunidades, importa reconhecer o papel decisivo que inúmeras mulheres têm desempenhado — muitas vezes em contextos adversos — no progresso da ciência, das artes e da cultura.

Ao associar-se à celebração desta data internacional, a Academia das Ciências de Lisboa homenageia todas as mulheres que, através do seu talento, dedicação e visão, têm contribuído para o avanço do conhecimento e para a construção de um futuro mais justo e inclusivo. Comemorar este dia é também afirmar a importância da plena participação das mulheres em todas as áreas do saber.

Neste contexto, divulga-se igualmente a recente publicação do relatório internacional Towards gender equality in scientific organizations: assessment and recommendations (fevereiro de 2026), elaborado pelo International Science Council (ISC), pela InterAcademy Partnership (IAP) e pelo Standing Committee for Gender Equality in Science (SCGES). O estudo apresenta a avaliação global mais abrangente até à data sobre a igualdade de género em academias e outras organizações científicas, evidenciando progressos registados na última década, mas também a persistência de desigualdades na representação e no acesso das mulheres a posições de liderança.

O relatório encontra-se disponível em:
https://council.science/publications/towards-gender-equality-in-scientific-organizations/

Gonçalo-M.-Tavares

Gonçalo M. Tavares vence Prémio Formentor

Saudamos Gonçalo M. Tavares, sócio correspondente da Classe de Letras da Academia das Ciências de Lisboa, pela atribuição do Prémio Formentor das Letras, 2026.

Este importante galardão internacional premeia pela primeira vez um autor português, que se junta a escritores como Jorge Luis Borges, Samuel Beckett, Saul Bellow, Enrique Vila-Matas ou László Krasnahorkai.  Gonçalo M. Tavares vê assim reconhecida, uma vez mais, a suprema qualidade da sua escrita literária.

Parabéns Gonçalo M. Tavares!

António Lobo Antunes

António Lobo Antunes (1942-2026) 

Com profunda tristeza soubemos que morreu hoje, 5 de março de 2026,  António Lobo Antunes. Os seus leitores perdem um dos maiores escritores da literatura contemporânea e um vulto marcante da cultura portuguesa. Mas a sua vasta obra, traduzida em várias línguas, é imortal e universal. 

Médico militar durante a guerra colonial, psiquiatra depois no Hospital Miguel Bombarda, cedo veio a preferir a escrita como profissão. Recebeu diversos prémios literários nacionais e internacionais, foram-lhe outorgadas altas condecorações de Estado, em Portugal e no estrangeiro, e foi várias vezes nomeado para o prémio Nobel da Literatura. 

Foi eleito Sócio Correspondente para a  secção Literatura e Estudos Literários, da Classe de Letras da Academia das Ciências de Lisboa, em 6 de dezembro de 2016.

A Academia das Ciências de Lisboa presta homenagem a este seu destacado membro e apresenta sentidas condolências aos familiares e amigos de António Lobo Antunes.

Irene FOnseca

Prémio Universidade de Lisboa 2024 atribuído à académica Irene Fonseca

A Academia das Ciências de Lisboa felicita a Distinta University Professor na Carnegie Mellon University (CMU)  Irene Fonseca, sua sócia correspondente estrangeira, pela atribuição do Prémio Universidade de Lisboa

A decisão da atribuição do Prémio Universidade de Lisboa a Irene Fonseca foi divulgada esta quarta-feira, 4 de março de 2026.  De acordo com a deliberação do júri do Prémio da Universidade de Lisboa, esta distinção pretende tornar público o reconhecimento pela “liderança científica mundial e impacto fundamental na matemática contemporânea e por um percurso de excecional rigor e mérito académico que, partindo da Universidade de Lisboa, afirmou Portugal no mapa da ciência internacional”.

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Estudo sobre a Igualdade de Género nas Organizações Científicas

O International Science Council /Conselho Internacional de Ciência (ISC), a InterAcademy Partnership /Parceria Interacadémica (IAP) e o Standing Committee for Gender Equality in Science /Comité Permanente para a Igualdade de Género na Ciência (SCGES) realizaram, durante 2025, um estudo global sobre a igualdade de género nas organizações científicas. O Relatório Towards gender equality in scientific organizations:assessement and recommendations, DOI: 10.24948/2026.0, foi publicado em fevereiro de 2026 e apresenta a avaliação global mais abrangente, até à data, sobre o tópico. Encontra-se disponível em: https://council.science/publications/towards-gender-equality-in-scientific-organizations/.

As academias de ciências, medicina e engenharia, em conjunto com as associações científicas internacionais, desempenham um papel importante na definição das agendas científicas, no reconhecimento da excelência científica e no aconselhamento dos decisores políticos. As persistentes disparidades de género nestas organizações, considerando a participação das mulheres na força de trabalho científico, levantam questões sobre a possibilidade de estas poderem participar, liderar e ser reconhecidas nessas organizações em condições de igualdade. A análise descrita no relatório baseia-se em dados obtidos de 136 organizações, respostas a questionários de quase 600 cientistas e uma dezena de entrevistas com representantes de organizações científicas. Tendo por base inquéritos online realizados em 2015 e 2020, o estudo oferece uma perspetiva da evolução, durante dez anos, sobre o progresso e as lacunas que persistem. Identifica barreiras estruturais à igualdade de género e destaca áreas em que as políticas e práticas institucionais contribuíram para alterações mensuráveis.

Principais conclusões do Estudo (com base no divulgado pelos autores)

O progresso é real, embora desigual. Apesar dos ganhos globais desde 2015, as mulheres continuam a estar sub-representadas nas organizações científicas face à sua participação na força de trabalho científico global.

Nas academias nacionais, as mulheres representavam, em média, 19% dos seus membros em 2025, enquanto eram 12% em 2015 e 16% em 2020. Acresce que a proporção de academias com uma representação muito baixa (menos de 10% de mulheres entre os membros) caiu cerca de metade desde 2015.

Nas uniões científicas internacionais, a representação feminina varia principalmente por área, refletindo diferenças nas trajetórias disciplinares e não nos contextos nacionais ou institucionais. As disparidades de género na representação não decorrem de restrições explícitas à elegibilidade das mulheres.

A maioria das organizações científicas reporta procedimentos formalmente abertos e baseados no mérito. No entanto, os processos de nomeação conduzidos pelos membros existentes, juntamente com a dependência de redes informais, continuam a moldar quem é identificado e nomeado. Na maioria dos casos, as mulheres continuam sub-representadas nas listas de nomeações em relação à sua presença na comunidade científica. Uma vez nomeadas, porém, as mulheres são eleitas com taxas ligeiramente superiores à sua participação nas listas de nomeações, indicando que as principais restrições se verificam antes das decisões formais de seleção.

A representação nas academias não equivale a influência. Embora a representação feminina tenha aumentado em muitas organizações, tal não se traduziu consistentemente em cargos de liderança e de tomada de decisão. As mulheres continuam sub-representadas em cargos de presidência e em órgãos de direção superiores, indicando que a influência dentro das organizações permanece desigualmente distribuída. A participação é comparável; as experiências e oportunidades não. As mulheres que servem em organizações científicas participam como os homens mas isso não leva a uma progressão ou reconhecimento comparáveis.

Embora as políticas e práticas de igualdade de género estejam cada vez mais presentes, ainda estãopouco institucionalizadas. Mais de 60% das academias e uniões internacionais referem ter apresentado documentos ou iniciativas políticas com o objetivo de promover a igualdade de género. No entanto, estes esforços limitam-se geralmente à sensibilização ou ao incentivo, e raramente são apoiados por estruturas dedicadas, recursos financeiros ou humanos, ou mecanismos de avaliação. Como resultado, os esforços em prol da igualdade de género tendem a manter-se à margem dos principais processos de governação e, muitas vezes, dependem mais do empenho dos intervenientes individuais do que de um envolvimento institucional sustentado.