{"id":12780,"date":"2023-01-15T14:26:12","date_gmt":"2023-01-15T14:26:12","guid":{"rendered":"https:\/\/www.academiabeta.galeria-arf-acad-ciencias.pt\/?p=12780"},"modified":"2024-02-28T15:43:08","modified_gmt":"2024-02-28T15:43:08","slug":"documento-do-mes-janeiro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.acad-ciencias.pt\/eng\/2023\/01\/15\/documento-do-mes-janeiro\/","title":{"rendered":"Documento do M\u00eas (AH) &#8211; Janeiro"},"content":{"rendered":"<div data-elementor-type=\"wp-post\" data-elementor-id=\"12780\" class=\"elementor elementor-12780\">\n\t\t\t\t\t\t<section class=\"has_eae_slider elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-59c9ae5b elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default\" data-eae-slider=\"35922\" data-id=\"59c9ae5b\" data-element_type=\"section\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"has_eae_slider aux-parallax-section elementor-column elementor-col-100 elementor-top-column elementor-element elementor-element-5c23ae46\" data-eae-slider=\"30213\" data-id=\"5c23ae46\" data-element_type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-6ea5ae86 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"6ea5ae86\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\n<h4>Of\u00edcio da Academia das Ci\u00eancias de Lisboa a D. Maria I, c. 1790\/1798<\/h4>\n\n<h5><strong>&#8211; Carta manuscrita que retrata o estado de degrada\u00e7\u00e3o dos arquivos do Reino com proposta dos s\u00f3cios acad\u00e9micos para a sua conserva\u00e7\u00e3o e organiza\u00e7\u00e3o.<\/strong><\/h5>\n\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>A primeira edi\u00e7\u00e3o do \u201cDocumento do M\u00eas\u201d inicia com um of\u00edcio apresentado pelos s\u00f3cios da Academia das Ci\u00eancias de Lisboa a D. Maria I (r. 1777-1816), no qual se procede \u00e0 descri\u00e7\u00e3o do estado dos Archivos das Camaras deste Reyno. Sem conseguirmos determinar a data\u00e7\u00e3o exata deste documento e sua autoria, sabemos que, de facto, os primeiros exames aos arquivos municipais remontam \u00e0 segunda metade do s\u00e9culo XVIII, com o destaque para os trabalhos de Jo\u00e3o Pedro Ribeiro (1758-1839) e Fr. Joaquim de Santo Agostinho (1767-1845), incumbidos pela pr\u00f3pria Academia, da qual eram s\u00f3cios efetivos da Classe de Letras. Constatando com magoa a degrada\u00e7\u00e3o de Documentos, considera-se que esta conjuntura seja estrutural da administra\u00e7\u00e3o central do Reino, pela falta de observ\u00e2ncia quanto \u00e0 conserva\u00e7\u00e3o do patrim\u00f3nio documental que j\u00e1 se verificava nos governos predecessores ao de D. Maria I. Por um lado, nota-se a sa\u00edda de documentos dos arquivos e seu alheamento por parte de particulares, interrompendo-se as cadeias de cust\u00f3dia, como foi poss\u00edvel constatar nos antigos \u00cdndices e respetivos traslados. Por<br \/>outro, os S\u00f3cios alertam para o escuzo, obscuro e humido acondicionamento dos pap\u00e9is e pergaminhos que, lan\u00e7ados a monte no fundo de hua Arca ou Armario, perdem o seu contexto org\u00e2nico-institucional e, em grande medida, a rela\u00e7\u00e3o entre si, da qual resulta a confuz\u00e3o e dezordem. Neste sentido, de forma a evitar a perpetua\u00e7\u00e3o dos estragos e a impedir a repeti\u00e7\u00e3o dos mesmos males, a Academia avan\u00e7a com um conjunto de propostas para a conserva\u00e7\u00e3o e organiza\u00e7\u00e3o dos documentos. Em primeiro lugar, para o seu acondicionamento sugere-se a utiliza\u00e7\u00e3o de arm\u00e1rios abertos com grades, de modo a promover a circula\u00e7\u00e3o do ar e a evitar a concentra\u00e7\u00e3o de humidade, dando prefer\u00eancia a salas com estrutura em ab\u00f3bada. De seguida, prop\u00f5e-se a encaderna\u00e7\u00e3o de documentos avulsos e pergaminhos em ma\u00e7os por tipologia e ordem cronol\u00f3gica (alvar\u00e1s, cartas r\u00e9gias, provis\u00f5es e instrumentos judiciais, etc.). Depois, a<br \/>exist\u00eancia de, pelo menos, tr\u00eas chaves para a guarda do arquivo. Previa-se tamb\u00e9m a inventaria\u00e7\u00e3o dos documentos conservados pelos cart\u00f3rios e sua entrega \u00e0 correi\u00e7\u00e3o da comarca, tutelada pelo respetivo Ministro Superior. Por \u00faltimo, reitera-se a intransig\u00eancia quanto ao extravio de documenta\u00e7\u00e3o dos arquivos e cart\u00f3rios sem ordem expressa da Casa Real. As Observa\u00e7\u00f5es hist\u00f3ricas e cr\u00edticas de Jo\u00e3o Pedro Ribeiro, publicadas em 1798, v\u00e3o precisamente ao encontro destas constata\u00e7\u00f5es, explanadas na sua segunda parte, intitulada \u201cSobre a necessidade de acautelar pelos meios oportunos a total ruina dos Cart\u00f3rios\u201d &#8211; o que nos permite presumir a sua participa\u00e7\u00e3o na composi\u00e7\u00e3o do of\u00edcio apresentado -, que destacamos como primeiro \u201cDocumento do M\u00eas\u201d<\/p>\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.academiabeta.galeria-arf-acad-ciencias.pt\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/Digitalizacao_Documento_janeiro.pdf\">Documento Completo<\/a><\/p>\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.academiabeta.galeria-arf-acad-ciencias.pt\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/transcricao.pdf\">Transcri\u00e7\u00e3o do Documento<\/a><\/p>\n\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Of\u00edcio da Academia das Ci\u00eancias de Lisboa a D. 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