{"id":12795,"date":"2023-01-15T14:46:13","date_gmt":"2023-01-15T14:46:13","guid":{"rendered":"https:\/\/www.academiabeta.galeria-arf-acad-ciencias.pt\/?p=12795"},"modified":"2023-04-28T13:28:11","modified_gmt":"2023-04-28T13:28:11","slug":"destaque-do-museu-janeiro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.acad-ciencias.pt\/eng\/2023\/01\/15\/destaque-do-museu-janeiro\/","title":{"rendered":"Destaque do M\u00eas &#8211; Janeiro"},"content":{"rendered":"<p>Num mundo de massifica\u00e7\u00e3o da tecnologia, onde os teclados de computador s\u00e3o considerados por muitos o novo e mais pr\u00e1tico m\u00e9todo de escrita, dedicamos algumas linhas da primeira newsletter do ano \u00e0 arte da escrita \u00e0 m\u00e3o, comemorada a 23 de janeiro. Entre o excecional patrim\u00f3nio bibliogr\u00e1fico da Academia das Ci\u00eancias de Lisboa s\u00e3o centenas os manuscritos que poderiam ser evocados. Pela riqueza da m\u00e3o caligr\u00e1fica, damos a conhecer dois exemplares que se destacam entre o vasto conjunto documental. primeiro trata-se da conhecida Cr\u00f3nica Geral de Espanha cujo elevado valor liter\u00e1rio, hist\u00f3rico, cultural e art\u00edstico faz com que tenha sido alvo de interesse por parte de v\u00e1rios autores, das numerosas \u00e1reas do saber. A autoridade desta cr\u00f3nica medieval portuguesa n\u00e3o se esgota apenas no relato do papel de Portugal na reconquista crist\u00e3. Desde a abertura do pr\u00f3logo at\u00e9 \u00e0 \u00faltima p\u00e1gina somos surpreendidos com a singularidade de todo o programa decorativo, onde habitam figuras humanas, fant\u00e1sticas, animais, objetos ou os motivos vegetalistas. As grandes iniciais historiadas que adornam as margens e introduzem os par\u00e1grafos do manuscrito (e do presente texto) s\u00e3o o reflexo da colorida imagina\u00e7\u00e3o do(s) seu(s) iluminista(s). Por ser a institui\u00e7\u00e3o com o maior n\u00famero de manuscritos \u00e1rabes em territ\u00f3rio nacional &#8211; que prov\u00eam das intensas miss\u00f5es de evangeliza\u00e7\u00e3o e missiona\u00e7\u00e3o dos religiosos no pr\u00f3ximo oriente &#8211; selecion\u00e1mos um documento do religioso fr. Jo\u00e3o de Sousa (1735-1812), tamb\u00e9m conhecido por Yuhann\u0101 ad-Dimasq\u012b. Acad\u00e9mico correspondente da Academia Real das Ci\u00eancias de Lisboa, dedicou parte significativa da sua vida ao estudo, ensino e tradu\u00e7\u00e3o da sua l\u00edngua materna, o \u00e1rabe, quer falado como escrito. Enquanto int\u00e9rprete r\u00e9gio e docente, foi autor de uma vasta obra, impressa e manuscrita, de gram\u00e1ticas, l\u00e9xicos e manuais de ensino. Esta vertente pedag\u00f3gica de fr. Jo\u00e3o de Sousa \u00e9 not\u00f3ria no pr\u00f3logo de um dos seus manuscritos onom\u00e1sticos, datado de 1778, onde escreve: \u201cPara suprir de algum modo huma cousa quasi imposs\u00edvel me propuz a escrever este papel (\u2026)\u201d. Trata-se de um texto bilingue, em \u00e1rabe e portugu\u00eas, onde o arabista traduziu termos, ora\u00e7\u00f5es, di\u00e1logos comuns ou categorias de palavras t\u00e3o variadas como profiss\u00f5es,cores, meses do ano, animais ou os n\u00fameros. Conservam-se ainda outros vest\u00edgios da import\u00e2ncia da escrita para os religiosos do antigo Convento da Nossa Senhora de Jesus. A ordem franciscana, n\u00e3o raras vezes associada a uma menor proje\u00e7\u00e3o textual comparativamente com outras ordens e congrega\u00e7\u00f5es religiosas, n\u00e3o ignorou o potencial comunicativo da palava escrita.Nas m\u00e3os dos diversos franciscanos retratados &#8211; como fr. Jos\u00e9 Mayne (1723-1792), fr. Francisco de Jesus Maria Sarmento (1713-1790) ou fr. Manuel dos Anjos (1695-1653), respetivamente &#8211; identificamos os instrumentos de escrita predominantes nos s\u00e9culos XVII e XVIII, a pena e o tinteiro.<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Num mundo de massifica\u00e7\u00e3o da tecnologia, onde os teclados de computador s\u00e3o considerados por muitos o novo e mais pr\u00e1tico m\u00e9todo de escrita, dedicamos algumas linhas da primeira newsletter do ano \u00e0 arte da escrita \u00e0 m\u00e3o, comemorada a 23 de janeiro. 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