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Lançamento online do novo Comentário do EASAC “Integração de Sistemas Energéticos”

O lançamento online do mais recente comentário do Conselho Consultivo das Academias Europeias de Ciências (EASAC), dedicado ao tema “Integração de Sistemas Energéticos” será realizado no próximo dia 16 de abril, pelas 14h00,

A iniciativa dirige-se à comunidade académica e científica, promovendo a reflexão e o debate sobre os desafios e oportunidades associados à integração dos sistemas energéticos no contexto europeu.

Os interessados em acompanhar a sessão à distância deverão efetuar inscrição prévia através do seguinte link em: https://easac-events.eu/event/energy-system-integration.

Informações adicionais sobre o evento podem ser consultadas no site do EASAC, em: https://easac.eu/meetings-events/details/commentary-launch-event-energy-system-integration-online.

Gonçalo-M.-Tavares

Gonçalo M. Tavares vence Prémio Formentor

Saudamos Gonçalo M. Tavares, sócio correspondente da Classe de Letras da Academia das Ciências de Lisboa, pela atribuição do Prémio Formentor das Letras, 2026.

Este importante galardão internacional premeia pela primeira vez um autor português, que se junta a escritores como Jorge Luis Borges, Samuel Beckett, Saul Bellow, Enrique Vila-Matas ou László Krasnahorkai.  Gonçalo M. Tavares vê assim reconhecida, uma vez mais, a suprema qualidade da sua escrita literária.

Parabéns Gonçalo M. Tavares!

Irene FOnseca

Prémio Universidade de Lisboa 2024 atribuído à académica Irene Fonseca

A Academia das Ciências de Lisboa felicita a Distinta University Professor na Carnegie Mellon University (CMU)  Irene Fonseca, sua sócia correspondente estrangeira, pela atribuição do Prémio Universidade de Lisboa

A decisão da atribuição do Prémio Universidade de Lisboa a Irene Fonseca foi divulgada esta quarta-feira, 4 de março de 2026.  De acordo com a deliberação do júri do Prémio da Universidade de Lisboa, esta distinção pretende tornar público o reconhecimento pela “liderança científica mundial e impacto fundamental na matemática contemporânea e por um percurso de excecional rigor e mérito académico que, partindo da Universidade de Lisboa, afirmou Portugal no mapa da ciência internacional”.

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Estudo sobre a Igualdade de Género nas Organizações Científicas

O International Science Council /Conselho Internacional de Ciência (ISC), a InterAcademy Partnership /Parceria Interacadémica (IAP) e o Standing Committee for Gender Equality in Science /Comité Permanente para a Igualdade de Género na Ciência (SCGES) realizaram, durante 2025, um estudo global sobre a igualdade de género nas organizações científicas. O Relatório Towards gender equality in scientific organizations:assessement and recommendations, DOI: 10.24948/2026.0, foi publicado em fevereiro de 2026 e apresenta a avaliação global mais abrangente, até à data, sobre o tópico. Encontra-se disponível em: https://council.science/publications/towards-gender-equality-in-scientific-organizations/.

As academias de ciências, medicina e engenharia, em conjunto com as associações científicas internacionais, desempenham um papel importante na definição das agendas científicas, no reconhecimento da excelência científica e no aconselhamento dos decisores políticos. As persistentes disparidades de género nestas organizações, considerando a participação das mulheres na força de trabalho científico, levantam questões sobre a possibilidade de estas poderem participar, liderar e ser reconhecidas nessas organizações em condições de igualdade. A análise descrita no relatório baseia-se em dados obtidos de 136 organizações, respostas a questionários de quase 600 cientistas e uma dezena de entrevistas com representantes de organizações científicas. Tendo por base inquéritos online realizados em 2015 e 2020, o estudo oferece uma perspetiva da evolução, durante dez anos, sobre o progresso e as lacunas que persistem. Identifica barreiras estruturais à igualdade de género e destaca áreas em que as políticas e práticas institucionais contribuíram para alterações mensuráveis.

Principais conclusões do Estudo (com base no divulgado pelos autores)

O progresso é real, embora desigual. Apesar dos ganhos globais desde 2015, as mulheres continuam a estar sub-representadas nas organizações científicas face à sua participação na força de trabalho científico global.

Nas academias nacionais, as mulheres representavam, em média, 19% dos seus membros em 2025, enquanto eram 12% em 2015 e 16% em 2020. Acresce que a proporção de academias com uma representação muito baixa (menos de 10% de mulheres entre os membros) caiu cerca de metade desde 2015.

Nas uniões científicas internacionais, a representação feminina varia principalmente por área, refletindo diferenças nas trajetórias disciplinares e não nos contextos nacionais ou institucionais. As disparidades de género na representação não decorrem de restrições explícitas à elegibilidade das mulheres.

A maioria das organizações científicas reporta procedimentos formalmente abertos e baseados no mérito. No entanto, os processos de nomeação conduzidos pelos membros existentes, juntamente com a dependência de redes informais, continuam a moldar quem é identificado e nomeado. Na maioria dos casos, as mulheres continuam sub-representadas nas listas de nomeações em relação à sua presença na comunidade científica. Uma vez nomeadas, porém, as mulheres são eleitas com taxas ligeiramente superiores à sua participação nas listas de nomeações, indicando que as principais restrições se verificam antes das decisões formais de seleção.

A representação nas academias não equivale a influência. Embora a representação feminina tenha aumentado em muitas organizações, tal não se traduziu consistentemente em cargos de liderança e de tomada de decisão. As mulheres continuam sub-representadas em cargos de presidência e em órgãos de direção superiores, indicando que a influência dentro das organizações permanece desigualmente distribuída. A participação é comparável; as experiências e oportunidades não. As mulheres que servem em organizações científicas participam como os homens mas isso não leva a uma progressão ou reconhecimento comparáveis.

Embora as políticas e práticas de igualdade de género estejam cada vez mais presentes, ainda estãopouco institucionalizadas. Mais de 60% das academias e uniões internacionais referem ter apresentado documentos ou iniciativas políticas com o objetivo de promover a igualdade de género. No entanto, estes esforços limitam-se geralmente à sensibilização ou ao incentivo, e raramente são apoiados por estruturas dedicadas, recursos financeiros ou humanos, ou mecanismos de avaliação. Como resultado, os esforços em prol da igualdade de género tendem a manter-se à margem dos principais processos de governação e, muitas vezes, dependem mais do empenho dos intervenientes individuais do que de um envolvimento institucional sustentado.

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Pedido de participação | O que pedir a um dicionário inteligente

O Instituto de Lexicologia e Lexicografia da Língua Portuguesa (ILLLP) da Academia das Ciências de Lisboa está a trabalhar para melhorar a forma como as pessoas interagem com dicionários digitais. Para isso, quer descobrir novas maneiras de explorar o conhecimento de um dicionário de língua portuguesa.

Normalmente, para consultar um dicionário (em livro ou online catalog), procuramos uma palavra e acedemos ao respetivo verbete ou entrada. Este é o modo de consulta mais habitual, e praticamente o único, desde que existem dicionários. No entanto, este modelo é muito rígido e pode ser limitador, porque nem sempre permite tirar partido de todo o conhecimento que um dicionário guarda, de forma implícita e explícita.

Para dar o seu contributo, imagine que está a conversar com o dicionário e que este lhe pode responder de imediato. Procure redigir, no mínimo, 10 perguntas que um utilizador real faria a um dicionário inteligente. 

O tempo estimado de resposta é de aproximadamente 15 a 25 minutos, variável consoante o ritmo de cada participante.

Que perguntas lhe faria?
Que respostas gostaria de receber?

Não precisa de pensar em perguntas “certas”, quanto mais variadas e pertinentes, melhor! Puxe pelo seu dicionário!

Pode, por exemplo, incluir pedidos como:
“Que palavra(s) posso usar para expressar a ideia de…?”
“Quais são os antónimos de…?”
“Como posso dizer isto de forma mais formal/informal?”
“Que palavras semelhantes existem, mas com um sentido mais específico?”

Escreva todas as perguntas que lhe ocorrerem, de forma espontânea e natural.

Declaração de consentimento do questionário: Por favor, leia atentamente as informações aqui apresentadas antes de participar.

Acesso ao formulário até final de março: https://forms.gle/7vqrnNy3KKHKFuDS6

 

Montagem para o Notícias

Rui Martins distinguido com o grau de Comendador da Ordem de Mérito de Portugal

A Academia das Ciências de Lisboa felicita o seu sócio efetivo, Rui Martins, pela distinção com o grau de Comendador da Ordem de Mérito de Portugal, atribuída pelo Presidente da República Portuguesa, Marcelo Rebelo de Sousa.

Esta distinção do vice-reitor da Universidade de Macau é um reconhecimento de Portugal pelo seu contributo para o desenvolvimento de Macau. A cerimónia decorreu no dia 11 de fevereiro no Auditório do Consulado-Geral de Portugal em Macau, onde aquele distinto membro da Classe de Ciências efetuou a apresentação intitulada Macau – Um Lugar Único!

Dicionários bilingues inventariados no Acervo Lexicográfico da Academia das Ciências de Lisboa

A Academia das Ciências de Lisboa (ACL), por intermédio do Instituto de Lexicologia e Lexicografia da Língua Portuguesa (ILLLP), anuncia a conclusão do inventário dos seus dicionários bilingues no âmbito do Acervo Lexicográfico, uma plataforma digital dedicada à preservação, valorização e difusão de documentos que testemunham a tradição lexicográfica portuguesa. O acervo está disponível para consulta através do site http://acervolexicografico.acad-ciencias.pt/.

O Acervo Lexicográfico da ACL constitui um repositório digital que visa preservar e disponibilizar publicamente manuscritos, provas tipográficas, obras dicionarísticas e outros materiais que documentam o longo e complexo processo de elaboração dos dicionários da língua portuguesa. O acervo reúne objetos físicos conservados na Academia desde o século XVIII e, sempre que possível, disponibiliza o respetivo acesso em formato digital.

Com a conclusão desta fase, todos os dicionários bilingues inventariados encontram-se agora integrados na plataforma, juntando-se aos títulos relativos à dicionarística portuguesa já disponíveis. O acervo está organizado em diferentes categorias, permitindo uma consulta direcionada e estruturada:

  • Dicionários de língua geral: Documentos que descrevem e sistematizam o léxico do português em toda a sua extensão.
  • Dicionários especializados: Obras dedicadas a áreas específicas do conhecimento, como ciências naturais, medicina, direito ou artes, refletindo a evolução das terminologias técnicas e científicas em língua portuguesa.
  • Dicionários bilingues: Incluem obras que traduzem e comparam o léxico português com outras línguas.
  • Textos paralexicográficos: Materiais que contextualizam e refletem sobre o trabalho lexicográfico, incluindo prefácios, introduções, recensões críticas, atas de reuniões, relatórios metodológicos, pareceres de comissões, manuais de uso e correspondências relacionadas com a elaboração de dicionários.

A plataforma oferece funcionalidades avançadas de pesquisa, permitindo explorar o acervo por categoria, século, ano e autor. Para além da pesquisa geral, os dicionaristas que foram membros da ACL têm os seus registos ligados ao Dicionário Histórico-Biográfico, facilitando o acesso a informações adicionais. Cada entrada inclui, ainda, a cota do exemplar físico existente na Biblioteca da ACL.

A coordenação científica do projeto está a cargo de Ana Salgado, presidente do Instituto de Lexicologia e Lexicografia da Língua Portuguesa, com a colaboração de Leonor Reis e Leonor Martins, bolseiras de investigação da ACL. O projeto conta ainda com o apoio dos serviços da Biblioteca da ACL, que desempenharam um papel fundamental na inventariação e organização do acervo.

O lançamento e a conclusão dos dicionários bilingues reforçam o compromisso da Academia das Ciências de Lisboa com a preservação e promoção da língua portuguesa, celebrando a sua riqueza histórica e a vitalidade que a caracteriza. O acervo constitui um recurso imprescindível para investigadores, estudantes e todos os interessados na história da língua portuguesa e na construção do património lexicográfico nacional.

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Alternativas à Carne em debate na Academia das Ciências de Lisboa

A Academia das Ciências de Lisboa promoveu um debate em torno da proteína sustentável na alimentação do futuro. Foi apresentado e discutido, no dia 8 de janeiro de 2026, o relatório do Conselho Consultivo Científico das Academias Europeias, o European Academies´ Science Advisory Council (EASAC), Meat Alternatives –Considerations for Sustainable Protein Choices.

The sessão foi organizada pela secretária-geral da ACL, Isabel Sá-Correia em conjunto com o Professor Associado do Instituto Superior Técnico, Frederico Ferreira, que foi revisor do referido relatório por nomeação da ACL. O debate centrou-se na diversificação das fontes de proteína e na chamada “transição proteica” e reposicionamento estratégico da Europa no que respeita à Indústria Alimentar, com destaque para a contexto nacional.

Participaram no debate, moderado por Isabel Sá-Correia, Diana Oliveira, Diretora de investigação de desenvolvimento da PFx Biotech, Lda, Filipa Soares, Diretora de investigação e desenvolvimento da Cell4Food, Carlos Rodrigues, Presidente e diretor-executivo da CellAgri Portugal, Frederico Ferreira, Deolinda Silva, diretora executiva da PortugalFoods, Ana Paula Bico, Diretora do Serviço de Nutrição e Alimentação da Direção-Geral de Alimentação e Veterinária). Pode ver ,ou rever, a sessão aqui.

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Palavras no dicionário da Academia que marcaram 2025

O Dicionário da Língua Portuguesa (DLP) da Academia das Ciências de Lisboa termina 2025 em expansão constante, consolidando-se como um instrumento lexicográfico de referência. Ao longo deste ano, voltou a verificar-se um crescimento muito expressivo no número de utilizadores e de consultas, o que confirma a pertinência e o dinamismo do trabalho realizado pelo Instituto de Lexicologia e Lexicografia da Língua Portuguesa (ILLLP).

Como sucede tradicionalmente nesta época, a equipa de lexicografia identificou 15 vocábulos que se destacaram em 2025, espelhando acontecimentos marcantes, discussões sociais relevantes e mudanças linguísticas motivadas pela tecnologia, pela política e pela cultura.

Consulte o DLP para saber mais sobre os 15 vocábulos em: https://dicionario.acad-ciencias.pt/palavras-no-dicionario-da-academia-que-marcaram-2025/