João Mário Grilo

Correspondente Nacional

Classe
Letras

Secção
9.ª Secção | Comunicação e Artes

Eleição

21.06.2022 (Sócio Correspondente)

Perfil

João Mário Grilo (nascido em 1958, Figueira da Foz, Portugal) é Professor Catedrático na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade NOVA de Lisboa. Licenciou-se em Sociologia pelo ISCTE e obteve o Mestrado, Doutoramento e Agregação em Ciências da Comunicação/Cinema pela Universidade NOVA de LIsboa. No IFILNOVA, coordena o CineLab desde a sua fundação.

A sua investigação centra-se na realização cinematográfica, nos estudos artísticos e na relação entre o cinema e outras artes. Publicou amplamente em Portugal e no estrangeiro, sendo autor de livros como A Ordem no Cinema (1997), As Lições do Cinema. Manual de filmologia (2007) e Cinema & Filosofia: Mapeando um Encontro (2014), este último desenvolvido no âmbito de um projeto de investigação financiado pela FCT (2009–2013). Desde 2014, coordena o Doutoramento em Estudos Artísticos – Arte e Mediações, o primeiro doutoramento financiado pela FCT na área das Artes.

João Mário Grilo integrou comissões de avaliação de instituições como a Agência de Avaliação e Acreditação do Ensino Superior, a Fundação Gulbenkian, o Programa Media II da Comissão Europeia e o Conselho Europeu de Investigação. Também colaborou com organismos internacionais de avaliação, incluindo o Centro Lituano de Avaliação da Qualidade no Ensino Superior.

Como cineasta, realizou a sua primeira longa-metragem, Maria, em 1978, seguindo-se O Estrangeiro (1982), O Processo do Rei (1989), O Fim do Mundo (1993), Os Olhos da Ásia (1996) e Campo de Sangue (2021/2022), entre outros. Os seus documentários exploram a interseção do cinema com a literatura, arquitetura e artes visuais, como Saramago: Documentos (1994), O Tapete Voador (2008) e VieirArpad (2019/2020).

João Mário Grilo representou Portugal em prestigiados festivais de cinema, incluindo Cannes, Veneza, Berlim e Toronto. Recebeu o Prémio Georges Sadoul (1982), o Prémio Especial do Júri no Rio de Janeiro e o Prémio PROCIREP em Cannes. Foi também curador de programas de cinema para a Fundação Gulbenkian e a Cinemateca Portuguesa.

Atualmente, é um dos Investigadores Principais responsáveis pela implementação do novo Instituto NOVA de Artes e Tecnologias, no âmbito do Consórcio Europeu T-Factor, financiado pelo programa Horizonte 2020 e pelo Programa Operacional Regional de Lisboa.