Perfil
Lídia Jorge, natural de Boliqueime, no Algarve, é uma das mais prestigiadas autoras portuguesas contemporâneas. Licenciada em Filologia Românica pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, onde foi professora convidada entre 1995 e 1999, tem uma vasta obra que inclui romance, ensaio, teatro, crónica e literatura infantil. A sua escrita, marcada por originalidade e profundidade temática, está traduzida em mais de vinte línguas e é objeto de estudo académico tanto em Portugal como no estrangeiro. Entre os seus romances mais emblemáticos estão O Dia dos Prodígios (1980), A Costa dos Murmúrios (1988), O Vale da Paixão (1998), Os Memoráveis (2014) e Misericórdia (2022).
Foi distinguida com diversos prémios literários de grande prestígio, entre os quais se destacam: Prémio Malheiro Dias (1981), Prémio D. Dinis (1998), Prémio de Ficção do PEN Clube Português (1999 e 2023), Grande Prémio da Associação Portuguesa de Escritores (2002 e 2022), Prémio Internacional de Literatura da Fundação Günter Grass (2006), Grande Prémio da Sociedade Portuguesa de Autores (2007), Prémio da Latinidade (2011), Prémio Virgílio Ferreira (2015), Prémio Medicis e Prémio Eduardo Lourenço (ambos em 2023). Foi distinguida com o Prémio Pessoa 2025, uma das mais altas honras no panorama cultural nacional, reconhecendo o seu contributo excecional para a literatura e o debate cívico em Portugal. Em sua homenagem, foram criadas as Cátedras Lídia Jorge nas Universidades de Genebra (2021), Massachusetts (2022) e Goiás (2024).
No plano cívico e institucional, integrou o Conselho Geral da Universidade do Algarve, a Alta Autoridade para a Comunicação Social e é Membro do Conselho de Estado (2021–2026), nomeada pelo Presidente da República. Foi agraciada com a Grã-Cruz da Ordem do Infante D. Henrique (2005) e com o grau de Commandeur des Arts et des Lettres (2025). É Doutora Honoris Causa pelas Universidades do Algarve (2010) e de Aveiro (2024).