Perfil
Manuel Alegre de Melo Duarte, poeta, romancista, cronista e militante cívico. Viveu em Portugal até à maioridade e exilou-se, primeiro em Paris, depois em Argel, de onde regressou em 1974.
A sua poesia e o seu empenhamento cívico são inseparáveis, antes e depois do 25 de abril de 1974. Praça da canção (1965) e O canto e as armas (1967) inauguram uma carreira poética longa, regularmente ligada aos seus ideais cívicos e políticos e à resistência à ditadura, carreira essa que começou em 1965 e ainda prossegue.
De entre os seus títulos, além desses dois, destacam-se na obra poética Um barco para Ítaca (1971), Babilónia (1983), Chegar aqui (1984), Com que pena – vinte poemas para Camões (1992), Livro do português errante (2001) entre mais de duas dezenas de títulos. A eles se juntam sete obras de ficção, entre elas Rafael (2003), Alma (1995)e Jornada de África (1989) e ainda três obras de literatura infantil e outras de. ensaio, cónicas e memórias, a mais recente das quais Memórias minhas (2024).
Foram-lhe atribuídas múltiplas condecorações, nacionais e estrangeiras, como a Ordem da liberdade e a Ordem de Camões, e alcançou inúmeros prémios literários, como Prémio Camões (2017), o prémio Vida literária (2016), o Prémio Pessoa (1999), o Prémio D. Dinis (2008), entre muitos outros.
O seu nome foi atribuído a uma cátedra na Universidade de Pádua, em Itália.