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Jornada “Carolina Michaëlis de Vasconcelos: Herança Filológica – 100 anos depois”

A jornada consagrada a Carolina Michaëlis de Vasconcelos, promovida pelo Instituto de Lexicologia e Lexicografia da Língua Portuguesa da Academia das Ciências de Lisboa (ACL), teve lugar a 25 de novembro, na Reitoria da Universidade do Porto.


A abertura foi realizada por José Francisco Rodrigues, Presidente da ACL, que realçou no seu discurso a eleição de Carolina Michaëlis de Vasconcelos em 1912, juntamente com Maria Amália Vaz de Carvalho, como sócias da Segunda Classe da Academia das Ciências de Lisboa, assinalando a primeira ocasião em que mulheres foram eleitas. 


Maria M. G. Delille (Universidade de Coimbra) iniciou a conferência apresentando uma síntese do papel desempenhado por Carolina Michaëlis enquanto mediadora entre as culturas alemã e portuguesa, sublinhando a sua influência na difusão internacional do conhecimento filológico.
De seguida, Rolf Kemmler (Academia das Ciências de Lisboa & Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro) expôs a perspetiva de Carolina sobre a reforma ortográfica, enfatizando a sua participação na Comissão de 1911 e o seu contributo para o debate relativo à simplificação e uniformização da ortografia portuguesa.


As investigadoras Susana Fontes e Sónia Coelho (UTAD, CEL) apresentaram o projeto de edição da correspondência inédita entre Luise Ey e Carolina Michaëlis, documento essencial para a historiografia linguística e para o estudo das redes intelectuais femininas do período.
A invocação final esteve a cargo de Ana Salgado, Presidente do Instituto de Lexicologia e Lexicografia da Língua Portuguesa da ACL, que refletiu sobre o significado institucional da eleição de Carolina como sócia da ACL e sobre a relevância contemporânea do seu legado científico, académico e cívico, 100 anos após o seu falecimento.