Ciclo de conferências: A Luz, os Olhos e o Sentir

Conferências

08 de abril | Olhar o mundo: Os olhos e o seu funcionamento; Carlos Marques Neves.

15 de abril | O olhar e o sentir; Pedro Moura Fernandes.
(Leia a entrevista ao portal Sapo aqui)

22 de abril | Luz e emoções na pintura; Filipe Rocha da Silva.
(Leia a entrevista ao portal Sapo aqui)

29 de abril — Luz e emoções na literatura; José Manuel Mendes.

06 de maio | A luz, arquitetura e bem-estar; Paulo Jorge dos Mártires Batista.

13 de maio | Os “novos olhos” e a segurança dos cidadãos; Rufino Silva.

A luz não chega apenas para ser vista. Primeiro ela atinge o silêncio, depois os olhos, e por fim o sentir.
A luz é recebida pelos olhos, órgãos sensoriais extremamente especializados responsáveis pela visão, um dos principais sistemas de perceção do ser humano. São estruturas complexas que captam a luz, convertem-na em sinais elétricos que transmitem ao cérebro onde são interpretados como imagens. Os olhos fazem parte de um sistema integrado de funcionamento neurológico e fisiológico do organismo humano essencial para a interação com o ambiente. Quando a luz atravessa o olhar desperta memórias, aquece ausências, revela o que está escondido. Os olhos ao receber a luz, são portas por onde o mundo entra sem pedir licença. Neles, o mundo ganha contorno, cor, promessa. Mas é no sentir que a luz permanece suave ou intensa, calma ou ardente, transformando o instante em significado.
Sentir é deixar que a luz atravesse o corpo inteiro, é permitir que o olhar não seja apenas visão, mas encontro, presença, verdade. Há luz que ilumina o caminho e há luz que ilumina o interior de cada um.
Há olhos que falam sem som, que abraçam à distância, que ferem ou curam num simples encontro.
Carregam histórias que a boca não conta e verdades que o coração às vezes tenta esconder. Neles moram a luz da alegria, a sombra do medo, o brilho da esperança. São espelhos da alma, mas também caminhos que quem sabe olhar atravessa. Quando os olhos descansam em outro olhar, o tempo abranda. O instante ganha profundidade, e o sentir encontra morada. Ver é também reconhecer. E, no fim, os olhos guardam aquilo que somos quando não sabemos explicar.

Date

29 Apr 2026

Time

18:00 - 19:30

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Acesso online

Location

online catalog

Organiser

Academy of Sciences of Lisbon
Acesso online
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