A Academia das Ciências de Lisboa, a Academia Brasileira de Letras, o Camões, I.P. – Instituto da Cooperação e da Língua e o Instituto Internacional da Língua Portuguesa celebraram o Dia Mundial da Língua Portuguesa, que se assinala a 5 de maio, numa sessão especial, uma cerimónia que contou com vasto público, incluindo o corpo diplomático e representantes de entidades internacionais.
A celebração principiou com a saudação de abertura do presidente da Academia das Ciências de Lisboa, José Francisco Rodrigues, que assinalou o papel da Academia como órgão consultivo dos órgãos de soberania do Estado Português em matéria de linguística assim como as diversas iniciativas que a Academia tem desenvolvido para a valorização da língua portuguesa e da sua dimensão global e pluricêntrica. Também o presidente da Academia Brasileira de Letras, Merval Pereira, a presidente do Conselho Diretivo do Camões I.P., Florbela Paraíba, o presidente do Instituto Internacional da Língua Portuguesa, João Neves, e o antigo embaixador português na UNESCO, António Sampaio da Nóvoa, intervieram na abertura realçando e valorizando o papel da língua portuguesa na atualidade.
A cerimónia prosseguiu com um painel dedicado à literatura que contou com a participação de vários escritores: Ana Paula Tavares, Antônio Torres, Germano Almeida, Lídia Jorge e Mia Couto. Também a importância e valorização da palavra, através do surgimento do Atlas Lexicográfico da Língua Portuguesa, foram realçadas nas intervenções de João Neves, de Ricardo Cavaliere, filólogo e linguista, e de Ana Salgado, presidente do Instituto de Lexicologia e Lexicografia da Língua Portuguesa.
Por fim, para celebrar a língua de Camões por meio de várias expressões culturais, a poesia e a música uniram-se para celebrar a língua mais falada no hemisfério sul e uma das principais línguas de comunicação internacional, com a leitura de várias estrofes de “Os Lusíadas”, em português e outras línguas, entremeada com apontamentos musicais tocados com guitarra portuguesa, pipa (um tipo de alaúde chinês), kora (harpa-alúde popular na Africa Ocidental) e guzheng (uma espécie de cítara chinesa).
