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Concurso “Cria Vínculos Com A História” Destaca a Participação de Escolas de Portugal e São Tomé e Príncipe

A edição mais recente do concurso “Cria Vínculos Com A História” revela a participação entusiástica de onze turmas provenientes de diversas escolas de Portugal e São Tomé e Príncipe. Esta iniciativa, promovida pelo projeto VINCULUM (IEM-NOVA.FCSH), em colaboração com a Academia das Ciências de Lisboa e a Associação de Professores de História (APH), demonstra um compromisso sólido com o enriquecimento do conhecimento histórico nas salas de aula.


Sob a orientação dos seus professores de História, os alunos do décimo primeiro ano procurarão investigar determinados vínculos históricos dos seus municípios, promovendo o seu interesse pela História Local, investigação histórica em geral e pela valorização e defesa do património documental. Este processo tem sido acompanhado por membros do projeto VINCULUM, que estão presentes em algumas aulas, após terem enviado dados e recursos aos alunos e professores, além dos dados e recursos necessários para o desenvolvimento dos seus trabalhos.


As escolas selecionadas para participar neste desafio educativo são o Colégio Camões (Gondomar), Escola Secundária Leal da Câmara (Sintra), Colégio Internato dos Carvalhos (Vila Nova de Gaia), Colégio João de Barros (Pombal), Agrupamento de Escolas Miguel Torga (Sintra), Escola Secundária de Gondomar, Escola Secundária de Camarate (Loures), Escola Portuguesa de São Tomé e Príncipe (CELP) e Colégio do Castanheiro (Ponta Delgada).


Os textos resultantes deste concurso serão publicados no website do projeto como artigos mensais denominados “Vínculo do Mês” e posteriormente reunidos num livro digital, composto por todos os artigos semelhantes publicados mensalmente desde dezembro de 2019
Os docentes irão depois frequentar uma “Ação de Formação de Curta Duração” creditada, ministrada em colaboração com a APH, na qual apresentarão a investigação feita com os alunos, em sala ou fora dela, a partir de materiais compilados durante o processo de elaboração dos textos.

Este concurso destaca o compromisso educacional em fortalecer as ligações dos alunos com a História, promovendo uma compreensão mais profunda do passado e enriquecendo a experiência de aprendizagem, da mesma forma que fortalece os laços entre a academia, a comunidade local e a rica herança histórica que nos molda.

Sabia mais aqui.

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Abertura de Concurso para Bolsa de Investigação

Em conformidade com o Regulamento de Bolsas de Investigação da Academia das Ciências de Lisboa (ACL), Regulamento n.º 582/2022, publicado no Diário da República, 2.ª série, n.º 123 de 28 de junho de 2022, disponível no site da ACL, e o Estatuto do Bolseiro de Investigação Científica, aprovado pela Lei n.º 40/2004, de 18 de agosto, na sua redação atual, informa-se que está aberto o concurso para a atribuição de uma bolsa de investigação (BI) no âmbito do projeto do Dicionário da Língua Portuguesa da Academia das Ciências de Lisboa (DLP-ACL). A bolsa terá a duração de um ano, podendo ser renovada até ao limite máximo de 2 anos.

O período de candidatura decorre desde 4 de dezembro de 2023 até às 23:59 do dia 15 de dezembro de 2023. As candidaturas devem ser formalizadas através de requerimento dirigido ao Presidente da Academia das Ciências de Lisboa, Prof. Doutor José Luís Cardoso, acompanhadas de carta de motivação, curriculum vitae resumido e certificado de habilitações autenticado, a enviar para geral [at] acad-ciencias.pt.

Mais informações aqui

#12 Documento do Mês_Destaques

Documento do mes (ah) – dezembro

Carta de Francisco António Pereira da Costa dirigida a Alexandre Herculano Carvalho e Araújo, Vice-Presidente, comunicando a conclusão das obras do Anfiteatro do Instituto Maynense, remetendo relação das despesas, 20 de janeiro de 1856.

Carta manuscrita sobre a conclusão do Anfiteatro do Instituto Maynense


Cota: Classe de Letras, Correspondência, cx. 2A, Francisco António Pereira da Costa, n.º 6.

A Aula de História Natural, instituída no ano de 1792 pelo Fr. José Mayne (1723-1792), e que propunha o ensino elementar da Física e Química, estabeleceu-se no Convento de Jesus ainda numa fase anterior à instalação definitiva da Academia das Ciências de Lisboa neste espaço, em 1833. Na qualidade de entidade administradora do legado pedagógico e científico de Mayne, a instituição manteve em funcionamento um conjunto relevante de programas letivos nas áreas das ciências físicas e naturais, que corporizaram, mais tarde, o Instituto Maynense.


Na sequência da determinação régia comunicada em ofício de março de 1855, de abranger o ensino da Aula de Introdução à História Natural aos alunos matriculados dos cursos da Escola Politécnica e do Instituto Agrícola, o executivo da ACL manifestou com urgência a reforma das instalações, bem como a aquisição de instrumentos que respondessem às necessidades calculadas, já que “devem trazer ao curso do Instituto Maynense uns 200 alunos por anno”. Assim, prevendo que se tornasse num dos cursos mais numerosos em Lisboa, decidiu-se a construção de “uma salla conveniente”, onde os alunos “possão ouvir e presenciar bem tanto as preleções, como as demonstrações e experiências que as acompanhão”, aprovando-se, de imediato, o orçamento em 1:200$000 reis.


A construção do anfiteatro do Instituto Maynense ficaria a cargo de uma comissão fiscalizada pelo lente da Aula de Introdução à História Natural, o académico Francisco António Pereira da Costa. O “Documento do Mês” de dezembro vem destacar a carta dirigida a Alexandre Herculano Carvalho e Araújo, Vice-Presidente, em que Pereira da Costa comunica a finalização dos trabalhos do novo espaço, remetendo, para o efeito, uma relação detalhada das despesas.


Aos dias de hoje, o anfiteatro do Instituto Maynense permanece como uma das salas mais enigmáticas da ACL, prestando este documento informações relevantes para a compreensão do espaço.

 

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Transcrição do Documento

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Destaque do Museu | O Regal

O Museu Maynense destaca este mês uma das suas peças mais emblemáticas da sua coleção: o Regal, instrumento musical renascentista. Datado de 1591, é da autoria do alemão Arsacyus Geyer, construtor de instrumentos musicais dos finais do século XVI.
Bastante comum na idade média e renascimento este instrumento foi desaparecendo progressivamente com as mudanças musicais do século XVIII. Acredita-se que seja um dos exemplares mais antigos desta tipologia.
A sua iconografia, executada em embutidos de marfim, apresenta cenas da vida e paixão de Cristo. Em celebração da época natalícia, destacamos a representação da adoração dos reis magos que, guiados pela estrela de Belém, presenteiam o menino sentado ao colo da virgem. Na representação da natividade toda a temática da natividade converge para a Sagrada Família. Anjos e figuras aladas conferem uma atmosfera celestial a toda a composição.


Nesta quadra festiva, o Museu Maynense deseja-lhe um feliz Natal e um próspero Ano-Novo. Boas Festas!

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Atribuição de Prémios da Academia das Ciências de Lisboa aos melhores alunos do Ensino Secundário 2023 (com o apoio da Fundação Amélia de Mello)

A Academia das Ciências de Lisboa com o apoio da Fundação Amélia de Mello irá atribuir prémios aos melhores alunos de Português, Matemática e História do Ensino Secundário, na sua edição de 2023. Esta distinção destaca-se pelo desempenho académico de excelência dos melhores alunos finalistas deste ciclo de ensino.
Os vencedores do concurso em cada disciplina são:

Prémio Pedro Nunes (Matemática A)

Laura Sofia Martins Vieira Agrupamento de Escolas de Arga e Lima, Lanheses (ex aequo)
Matilde Ferreira Gamito do Colégio Moderno, Lisboa (ex aequo)
Matilde Pereira Lourenço da Escola Secundária Emídio Navarro, Viseu (ex aequo)

Prémio António Vieira (Português)

Joana Sabugueiro Talefe da Escola Secundária Miguel Torga, Monte Abraão

Prémio Alexandre Herculano (História A)

Inês Maria Rosado Paixão do Colégio Valsassina, Lisboa

A cerimónia de entrega de prémios realizar-se-á no próximo dia 28 de dezembro, pelas 11h30, no Salão Nobre da Academia das Ciências de Lisboa.

Cópia de Cópia de Cópia de Instituto de Altos Estudos da Academia das Ciências de Lisboa (Apresentação (169)) (1)

Novo Curso da Cátedra UNESCO-EDUWELL

É com enorme prazer que o Instituto de Altos Estudos da Academia das Ciências de Lisboa, comunica a abertura, em outubro passado, do curso de pós-graduação “Ciências para uma convivência da humanidade com o nosso planeta azul fortemente ameaçado” da Cátedra UNESCO – EDUWELL- Educação e Ciência para o Desenvolvimento e Bem Estar Humano cuja Instituição de Execução é a Academia das Ciências de Lisboa e a Instituição de Acolhimento a Universidade de Évora.
Este curso, de carácter multidisciplinar, foi criado com o objetivo de promover um conhecimento aprofundado sobre os problemas com que a humanidade está confrontada num mundo profundamente ameaçado no atual contexto complexo da crise ambiental e climática. Pretende-se com ele aumentar a formação de quadros superiores capazes de promover o conhecimento, desenvolver investigação de excelência e colaborar com decisores políticos responsáveis pela educação e ciência na definição de programas de sustentabilidade do homem no planeta Terra nos diferentes Países falantes do Português.
Ministrado em língua portuguesa está estruturado em 3 Unidades Curriculares com sessões temáticas, seminários e mesas redondas. Pretende-se promover a discussão de temáticas sobre:

1) processos ecológicos, para uma gestão sustentável;

2) gestão de recursos naturais e políticas energéticas de baixo carbono para uma mudança de paradigma;

3) biodiversidade, conservação e sistemas agrícolas sustentáveis;

4) segurança alimentar para a definição de políticas sobre mudança global;

5) educação ambiental, cidadania e sociedade civil;

6) crise ambiental, climática, políticas públicas e tomada de decisão.


Neste curso participam Professores de reconhecido mérito nas áreas em apreço de Instituições parceiras de diferentes Países falantes de português, nomeadamente de Angola, Brasil, Cabo Verde, Moçambique e Portugal. Estão a frequentar participantes de Angola, Brasil, Cabo Verde, Colômbia, Guiné-Bissau, Moçambique, Nigéria e Portugal.
A sessão de abertura (em modo misto: ZOOM e presencial na Universidade de Évora) contou com a presença do Sr. Presidente da Academia das Ciências de Lisboa (Professor Dr. José Luís Cardoso), da Senhora Vice-Reitora da Universidade de Évora (Professora Doutora Ana Canavarro) e da Secretária Executiva da Cátedra EDUWELL (Professora Doutora Maria Salomé Soares Pais). Proferidas umas palavras de abertura pela Secretária Executiva teve lugar a conferência de abertura pelo Sr. Professor Doutor Jorge Araújo (Professor Emérito da Universidade de Évora) com o título Biodiversidade para que te quero.

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Occultus

Ainda no espírito do Dia das Bruxas, a Academia das Ciências de Lisboa preparou uma mostra documental especial que estará disponível para o público durante o mês de novembro. Esta pequena exposição transporta os visitantes para o mundo misterioso e sobrenatural, explorando uma série de documentos e obras relacionados com estes temas do oculto.

A iniciativa procura divulgar documentos e obras da coleção da biblioteca, nomeadamente da Livraria do Convento de N.ª Sr.ª de Jesus, relacionada com o tema do oculto, entre as quais destacam-se: As profecias de Nostradamus (1558) de Michel de Nostredame, As profecias de Bandarra, Bruxas e Curandeiros na Lisboa Joanina, de Francisco Santana, que oferecem uma visão das práticas de bruxaria e curandeirismo durante o período Joanino em Lisboa, e ainda um Compêndio sobre a arte exorcística e operações demoníacas (1595) de Girolamo Menghi, entre outras obras verdadeiramente enigmáticas.

Esta exposição da biblioteca Academia das Ciências de Lisboa convida todos a explorar o desconhecido, o oculto e o sobrenatural, ao longo deste mês.

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Volume IX Portugaliae Monumenta Historica

Forais e Cartas de Povoamento. IIª Parte: 1245-1385

Depois da edição, em Abril de 2022, do Volume XI dos Portugaliae Monumenta Historica. Nova Série, relativo à edição crítica do Livro de Linhagens do Deão, por Filipe Alves Moreira e João Paulo Martins Ferreira (sob a coordenação dos Professores Maria do Rosário Ferreira e José Carlos Ribeiro Miranda), temos o prazer de anunciar a edição do Tomo 2 do Volume IX da mesma coleção. Trata-se da edição crítica dos Forais e Cartas de Povoamento. IIª Parte: 1245-1385, da autoria do nosso confrade Doutor António Matos Reis, também responsável, em 2017, pela edição da Iª. Parte. Os investigadores passam assim a dispor, pela primeira vez, da edição conjunta destas tipologias documentais, entre os séculos XI e XIV.
A Academia das Ciências de Lisboa agradece aos responsáveis por estes importantes contributos documentais e científicos, essenciais para o desenvolvimento da historiografia sobre a Idade Média portuguesa, que assim mantêm vivo o labor iniciado sob a direção de Alexandre Herculano em meados do século XIX. Uma palavra de profunda gratidão, ainda, para a Fundação Calouste Gulbenkian que por inteiro financia estas publicações, compreendendo o inestimável serviço que esta coleção de fontes presta para um melhor conhecimento da História e da Língua portuguesas.

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Destaque da Biblioteca – Novembro

A obra Família Junqueira: sua história e genealogia da autoria de José Américo Junqueira,
representa um contributo significativo para a história da genealogia luso-brasileira.
Esta obra é apresentada em 5 volumes, cada um com um título próprio: Volume 1: “História do patriarca e da matriarca”; Volume 2: “João Francisco Junqueira”; Volume 3: “Anna Francisca Valle”; Volume 4: “Junqueira sem ligação com o patriarca”; Volume 5: “Álbum de família”
Esta generosa oferta foi feita pelas filhas do autor Andrea Junqueira Tittoto e Gisele de Mattos Brito, à biblioteca da ACL promovendo o enriquecimento do seu acervo bibliográfico.