Supplemento, das memorias da paz de Utrecht offerecido ao S.r Infante Dom Manoel por D. Luis da Cunha Embaixador Extraordinario de Sua Magestade na corte da Gram Bretanha [Manuscrito] / D. Luis da Cunha. – 1716. – Em pergaminho com uma gravura representando as negociações do tratado – Cópia. – Contém a negociação secreta entre França e Inglaterra, conforme os documentos que depois se descobriram e que foram traduzidos por D. Luís da Cunha.
Destaque do Museu | Estatueta em forma de Baleia
Fotografia: Paulo Bastos © Todos os Direitos Reservados – Academia das Ciências de Lisboa
O Dia Internacional da Baleia, celebrado a 19 de fevereiro, proporciona uma oportunidade de reflexão sobre a vulnerabilidade dos gigantes dos oceanos e a importância da conservação marinha. A procura por soluções sustentáveis que assegurem o futuro dos seus habitats está dependente de todos.
Nas coleções da Academia das Ciências de Lisboa existe uma estatueta em madeira com a representação de uma baleia, possivelmente a baleia-jubarte (Megaptera novaeangliae), espécie existente no Pacífico Norte. Estatuetas de mamíferos marinhos, incluindo baleias, foram produzidas por comunidades na costa do Pacífico. Existem exemplares semelhantes associados à pesca. Frequentemente presos a uma longa corda, serviam como flutuadores ou para deferir um último golpe no peixe recém-capturado.
Estes artefactos ajudam-nos a refletir sobre a ligação histórica entre as comunidades e o oceano, sublinhando a importância de preservar estes ecossistemas para as gerações futuras.
Conheça o património da ACL e o seu Museu, todos os dias úteis, exceto feriados, entre as 14h00 e as 17h00.
Protocolo de cooperação entre a Fundação Amélia de Mello e a Academia das Ciências de Lisboa
No passado dia 18 de janeiro, foi celebrado um protocolo de cooperação entre a Fundação Amélia de Mello e a Academia das Ciências de Lisboa, através do qual a Academia aceita o depósito de longa duração de três livros valiosos e de grande interesse patrimonial que ficam disponíveis para consulta na biblioteca.
As obras são:
- Jornada do Arcebispo de Goa Dom Frey Aleixo de Menezes Primaz da india Oriental, religioso da ordem de S. Agostinho. Quando foy as serras do Malauar, & lugares em que morão os antigos christãos de S. Thome, & os tirou de muytos erros & heregias em que estavão… / Recopilada de diversos tratados de pessoas de autoridade, que a tudo forão presentes, por Frey Antonio de Gouvea…. – Em Coimbra: na officina de Diogo Gomez Loureyro, impressor da Universidade, 1606;
- Discours de la methode pour bien conduire sa raison, et chercher la verité dans les sciences. Plus la dioptrique, les meteores,et la geometrie… / René Descartes. – A Leyde : De L’imprimerie de Jan Maire, 1637;
- Tratado dos Descobrimentos antigos, e modernos, feitos até a Era de 1550. com os nomes particulares das pessoas que os fizeraõ: e em que tempos, e as suas alturas, e dos desvairados caminhos por onde a pimenta, e especiaria veyo da India ás nossas partes : obra certa muy notavel, e copiosa / composto pelo famoso António Galvaõ…. – Lisboa Occidental : na Officina Ferreiriana, 1731.
Academia das Ciências de Lisboa celebra 500 anos do nascimento de Camões
Dando continuidade a tantas homenagens e celebrações que, desde a sua fundação em 1779, a Academia das Ciências de Lisboa (ACL) tem dedicado a Camões e à sua obra, decorrerão ao longo de um ano, a iniciar em 10 de junho de 2024 até ao mesmo dia do ano seguinte, diversas iniciativas de evocação desta grande e maior figura da história e cultura portuguesas.
Aqui se apresentam as principais atividades previstas, da exclusiva responsabilidade da ACL.
- Exposição bibliográfica com a designação genérica de Camões Global, a inaugurar em data próxima de 10 de junho de 2024. A exibição do exemplar da edição princeps de 1572 de Os Lusíadas será acompanhada das traduções da obra de Camões em diversas línguas, europeias e orientais, que integram a coleção da ACL, muitas delas provenientes da doação da camoniana de Manoel Queiroz Pereira. O exemplar da 1ª edição da principal obra de Camões será objeto de uma intervenção de restauro e de digitalização, ficando a versão digital disponível em acesso livre.
- Inventário e digitalização de todas as comunicações e monografias avulsas publicadas pela ACL desde a sua fundação até ao momento presente diretamente relacionadas com a obra de Camões, reconstituindo deste modo a Memória Camoniana da Academia das Ciências de Lisboa. As versões digitais de todos os textos produzidos por membros da ACL, ou seus colaboradores, ficarão disponíveis em acesso livre. Esta Memória Camoniana da ACL integrará ainda alguns dos materiais inéditos da preparação inacabada da edição crítica de Os Lusíadas, a cargo de uma comissão académica presidida por Jacinto do Prado Coelho por ocasião do 4º centenário da morte de Camões (1980).
- Colóquio dedicado a Leituras e Diálogos Interdisciplinares da obra de Camões, a realizar em abril ou maio de 2025. Serão destacadas abordagens de cruzamento entre as interpretações do texto literário e as incursões que a obra de Camões permite em diversos domínios científicos, designadamente da matemática, astronomia, história natural, geografia, economia e outras ciências sociais.
A ACL promoverá ainda outras ações de aprofundamento do estudo e divulgação da obra de Camões no âmbito dos trabalhos que vierem a ser propostos pela Comissão Nacional que coordena as comemorações camonianas de 2024 e 2025.
Destaque da Biblioteca | Dicionário Jornalístico Português – 1625 a 1889
A Biblioteca da Academia das Ciências de Lisboa destaca em janeiro a obra “Dicionário Jornalístico Português” por Augusto Xavier da Silva Pereira, abrangendo o período de 1625 a 1889.
Esta obra oferece uma visão detalhada do desenvolvimento jornalístico em Portugal ao longo de mais de dois séculos. Augusto Xavier da Silva Pereira proporciona aos leitores uma compreensão das dinâmicas do cenário jornalístico português desde o século XVII até o final do século XIX.
Explorando a linguagem e as nuances culturais da época, este dicionário é uma fonte para estudiosos, investigadores e entusiastas da história da imprensa em Portugal.
Documento do Mês (AH) – Janeiro
Exemplar único de “Projecto de Reforma dos Serviços Policiaes” entregue por Augusto Forjaz de Sampaio a Luciano de Castro, 3 de fevereiro de 1897
Cota: Classe de Letras, Correspondência, cx. 2B, José Luciano de Castro Pereira Corte-Real, n.º 1
O Arquivo Histórico da Academia das Ciências de Lisboa inaugura a iniciativa do “Documento do Mês” para o ano de 2024 com o destaque de um exemplar único de “Projecto de Reforma dos Serviços Policiaes” entregue por Augusto Forjaz de Sampaio, funcionário administrativo, a Luciano de Castro, datado de 3 de fevereiro de 1897.
Forjaz de Sampaio interpela Luciano de Castro, então nas vésperas de regressar à presidência do Governo, a analisar uma série de “inconvenientes” em jeito de reação à reforma de 28 de agosto de 1893, a qual, nas suas palavras, “nunca se harmonisou com as exigencias dos serviços”. Entre outras ocorrências, o autor menciona a “impunidade de diversos e importantes crimes” e a “animosidade popular contra os agentes policiais”, bem como o facto de, “nas sucessivas reformas, apenas se olhasse aos serviços de Lisbôa, quando muito do Porto, esquecendo por completo os dos outros districtos administrativos”, e de “encontrar-se guardas completamente analfabetos, incapazes por isso de bem desempenhar os serviços de que são incumbidos”. Neste sentido, o autor prossegue com a apresentação do seu projeto de reforma em 15 capítulos e 109 artigos com base numa análise minuciosa das receitas do tesouro público disponíveis para os serviços policiais.
Destaque do Museu | Globos Adams
No primeiro mês de 2024, o Museu Maynense destaca o seu par de globos Adams, terrestre e celeste, em celebração do Ano Novo e da conclusão de mais uma trajetória da terra ao redor do sol. Datados da primeira metade do século XIX, cerca de 1802, a sua designação deriva da família Adams, sediada na Fleet Street- em Londres, reconhecida como uma importante fornecedora de instrumentos científicos, com duas gerações de conhecidos artesãos. O par em questão foi produzido por Dudley Adams (1762-1830), filho mais novo de George Adams (1709-1772), importante artesão que esteve ao serviço da família real inglesa. O modelo terrestre esférico é desenvolvido à imagem da cartografia de John Senex (c. 1695-1740), datada de 1740. Faz par com o globo esférico celeste; ambos assentam numa estrutura de madeira, contendo uma bússola incorporada perto dos seus pés.
Em Portugal existem diversos globos similares, havendo um segundo par no Museu da Universidade de Coimbra e um globo terrestre de 1806 no Museu de Marinha em Lisboa.
Conheça o património da ACL e o seu Museu, todos os dias úteis, exceto feriados, entre as 14h00 e as 17h00.









