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Academia das Ciências de Lisboa acolhe delegação de legisladores americanos

Numa iniciativa integrada nas ações de acolhimento de políticos americanos de ascendência portuguesa, promovidas pela FLAD – Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento, a Academia das Ciências de Lisboa recebeu no passado dia 6 de julho de 2026 a visita de 22 legisladores de cinco estados americanos.

Os visitantes assistiram a uma conferência de José Luís Cardoso, Presidente da Classe de Letras da ACL, sobre a figura de José Correia da Serra, um dos principais fundadores da ACL que viveu nos Estados Unidos da América entre 1812 e 1820. Correia da Serra foi o primeiro embaixador de Portugal em Washington, nomeado em 1816. Os dotes científicos de Correia da Serra cativaram os seus pares americanos e, muito especialmente, Thomas Jefferson, um dos mais destacados pais-fundadores da nação americana e autor da Declaração de Independência que celebra 250 anos em 2026. 

Durante esta visita, Henrique Leitão mostrou e comentou algumas das preciosidades da Biblioteca da ACL.

A delegação americana foi acompanhada pela direção da FLAD, instituição que tem mantido com a ACL regulares relações de cooperação e de apoio mecenático.

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Miguel Bastos Araújo eleito Fellow da Linnean Society of London

A Academia das Ciências de Lisboa congratula-se com a eleição de Miguel Bastos Araújo, Sócio Correspondente da Secção de Geografia e Ordenamento do Território, da Classe de Letras, como Fellow da Linnean Society of London, distinção que reconhece o seu contributo científico no domínio da biodiversidade, da biogeografia, da ecologia e das alterações globais.

A Linnean Society of London, fundada em 1788, é uma das mais antigas e prestigiadas sociedades científicas dedicadas ao estudo da história natural, da biodiversidade e das ciências biológicas, bem como à promoção e divulgação do conhecimento científico nestes domínios.

Miguel Bastos Araújo tem desenvolvido uma carreira científica de grande projeção internacional, centrada no estudo da distribuição da biodiversidade no espaço e no tempo, bem como na modelação dos impactos das alterações climáticas e das mudanças no uso do solo sobre os sistemas naturais.

A Academia das Ciências de Lisboa felicita vivamente o académico Miguel Bastos Araújo por este importante reconhecimento internacional, que honra o seu percurso académico e científico, a Secção de Geografia e Ordenamento do Território e a comunidade científica portuguesa.

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Parabéns Lídia Jorge, Prémio Camões 2026

Lídia Jorge foi galardoada com o Prémio Camões 2026, distinção maior que reconhece autores cuja obra tenha contribuído de forma relevante para a projeção e valorização da língua e cultura portuguesas.

Lídia Jorge é uma das escritoras mais notáveis da literatura contemporânea. A sua obra de ficção tem sido amplamente reconhecida, no país e no estrangeiro. Lídia Jorge interpela e desafia o leitor a entrar pelos labirintos da condição humana, questionando identidades individuais e comunidades sociais, perceções antigas e história recente. Por isso, reveste dimensão universal.

O Prémio Camões 2026 junta-se a muitos outros prémios de reconhecimento do seu enorme talento literário. A Academia das Ciências de Lisboa congratula calorosamente a sua sócia honorária Lídia Jorge por mais esta distinção de tão grande prestígio.

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Conservação e restauro dos espécimes naturalizados da Academia das Ciências de Lisboa

A Academia das Ciências de Lisboa manifesta o seu reconhecido agradecimento à Fundação Millennium BCP por ter tornado possível a higienização de cerca de 91 espécimes naturalizados, pertencentes a diferentes classes zoológicas — mamíferos, aves, répteis, anfíbios e peixes — preparados segundo diversas técnicas de conservação. Um especial agradecimento é também devido à técnica de conservação e restauro Sofia Perestrelo, pela dedicação demonstrada no trabalho desenvolvido, bem como ao Dr. Luís Ceríaco, pelo acompanhamento prestado.

Proveniente de contextos e períodos diversos, esta coleção constitui um património científico e cultural de elevado valor histórico-científico, integrando exemplares cujas origens remontam ao século XVIII. Ao integrar espécies atualmente em risco de extinção, o conjunto assume-se como um importante repositório de informação, contribuindo igualmente para a sensibilização do público para a importância da sua conservação. O Museu prevê organizar, oportunamente, uma pequena mostra dedicada a esta coleção.

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Protocolo de Colaboração entre a Academia das Ciências de Lisboa e a Academia Brasileira de Letras 

No Dia Mundial da Língua Portuguesa, 5 de maio de 2026, a Academia das Ciências de Lisboa, representada pelo seu presidente, José Francisco Rodrigues, e a Academia Brasileira de Letras, representada pelo seu presidente, Merval Pereira, assinaram no Salão Nobre um Protocolo de Colaboração visando a continuidade e o reforço da colaboração entre as duas academias, particularmente na valorização da língua portuguesa como língua universal.
As duas Academias comprometem-se a cooperar em áreas de investigação científica e difusão cultural de interesse comum e reconhecem como prioritária a cooperação linguística e lexicográfica, integrada no contexto mais amplo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), para fortalecer a projeção internacional da língua portuguesa. Como expressão concreta dessa parceria, as academias comprometem-se a promover, anualmente, uma sessão especial no âmbito do Dia Mundial da Língua Portuguesa, celebrado a 5 de maio e instituído pela UNESCO, tendo em 2026 sido lançado o Atlas Lexicográfico da Língua Portuguesa.

 

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Em memória de Carlos Salema (1942-2026)

A Academia das Ciências de Lisboa manifesta o seu profundo pesar pelo falecimento do Professor Doutor Carlos Eduardo Rego da Costa Salema, antigo Presidente da Academia, distinto cientista, engenheiro, professor e gestor de ciência.

Ao longo de uma carreira exemplar, Carlos Salema deixou uma marca indelével no desenvolvimento da engenharia eletrotécnica, das telecomunicações e do sistema científico e tecnológico nacional. Doutor em Ciências da Engenharia pelo Queen Mary College, Universidade de Londres, Professor Catedrático do Instituto Superior Técnico, e Professor Emérito da Universidade de Lisboa , foi distinguido com o grau de Doutor Honoris Causa pela Universidade da Beira Interior e pelo Iscte – Instituto Universitário de Lisboa.

Investigador reconhecido na área das radiações eletromagnéticas, das micro-ondas e dos feixes hertzianos, foi também uma figura central na formação de sucessivas gerações de estudantes, engenheiros e investigadores, que nele encontraram um mestre exigente, rigoroso e profundamente comprometido com a transmissão do conhecimento. Foi cofundador e antigo Presidente do Instituto de Telecomunicações, instituição a cujo desenvolvimento dedicou uma parte muito significativa da sua vida científica e institucional.


O seu contributo ultrapassou largamente a atividade académica. Presidiu à JNICT, onde teve um papel relevante na orientação dos Programas CIENCIA e STRIDE, presidiu à Fundação para a Computação Científica Nacional e ao Colégio de Engenharia Eletrotécnica da Ordem dos Engenheiros, colocando sempre o seu conhecimento, rigor e sentido de serviço ao dispor do país. Presidiu também, durante largos anos, ao júri do Prémio Científico IBM, uma das iniciativas mais duradouras de estímulo à investigação científica em Portugal, criada em 1990 e com cerca de três décadas de história.


Na Academia das Ciências de Lisboa, de que foi Sócio Correspondente desde 2002 e Sócio Efetivo desde 2007, presidiu à Classe de Ciências e, no triénio 2019–2021, à própria Academia. Fê-lo com a visão de uma instituição mais viva, mais aberta, mais visível e mais próxima da sociedade, fiel à missão de promover o encontro entre saberes, a circulação de ideias e a valorização pública do conhecimento.
Agraciado com a Medalha de Mérito Científico e, pelo Presidente da República, com a Grã-Cruz da Ordem da Instrução Pública, Carlos Salema ficará na memória da comunidade científica portuguesa como um construtor de instituições, um professor de referência e um homem de ciência comprometido com o futuro.


A Academia das Ciências de Lisboa presta homenagem à sua vida e à sua obra, endereçando à família, aos amigos, aos discípulos e a todos os que com ele trabalharam as suas mais sentidas condolências.

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Lançamento online do novo Comentário do EASAC “Integração de Sistemas Energéticos”

O lançamento online do mais recente comentário do Conselho Consultivo das Academias Europeias de Ciências (EASAC), dedicado ao tema “Integração de Sistemas Energéticos” será realizado no próximo dia 16 de abril, pelas 14h00,

A iniciativa dirige-se à comunidade académica e científica, promovendo a reflexão e o debate sobre os desafios e oportunidades associados à integração dos sistemas energéticos no contexto europeu.

Os interessados em acompanhar a sessão à distância deverão efetuar inscrição prévia através do seguinte link em: https://easac-events.eu/event/energy-system-integration.

Informações adicionais sobre o evento podem ser consultadas no site do EASAC, em: https://easac.eu/meetings-events/details/commentary-launch-event-energy-system-integration-online.

Gonçalo-M.-Tavares

Gonçalo M. Tavares vence Prémio Formentor

Saudamos Gonçalo M. Tavares, sócio correspondente da Classe de Letras da Academia das Ciências de Lisboa, pela atribuição do Prémio Formentor das Letras, 2026.

Este importante galardão internacional premeia pela primeira vez um autor português, que se junta a escritores como Jorge Luis Borges, Samuel Beckett, Saul Bellow, Enrique Vila-Matas ou László Krasnahorkai.  Gonçalo M. Tavares vê assim reconhecida, uma vez mais, a suprema qualidade da sua escrita literária.

Parabéns Gonçalo M. Tavares!

Irene FOnseca

Prémio Universidade de Lisboa 2024 atribuído à académica Irene Fonseca

A Academia das Ciências de Lisboa felicita a Distinta University Professor na Carnegie Mellon University (CMU)  Irene Fonseca, sua sócia correspondente estrangeira, pela atribuição do Prémio Universidade de Lisboa

A decisão da atribuição do Prémio Universidade de Lisboa a Irene Fonseca foi divulgada esta quarta-feira, 4 de março de 2026.  De acordo com a deliberação do júri do Prémio da Universidade de Lisboa, esta distinção pretende tornar público o reconhecimento pela “liderança científica mundial e impacto fundamental na matemática contemporânea e por um percurso de excecional rigor e mérito académico que, partindo da Universidade de Lisboa, afirmou Portugal no mapa da ciência internacional”.

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Estudo sobre a Igualdade de Género nas Organizações Científicas

O International Science Council /Conselho Internacional de Ciência (ISC), a InterAcademy Partnership /Parceria Interacadémica (IAP) e o Standing Committee for Gender Equality in Science /Comité Permanente para a Igualdade de Género na Ciência (SCGES) realizaram, durante 2025, um estudo global sobre a igualdade de género nas organizações científicas. O Relatório Towards gender equality in scientific organizations:assessement and recommendations, DOI: 10.24948/2026.0, foi publicado em fevereiro de 2026 e apresenta a avaliação global mais abrangente, até à data, sobre o tópico. Encontra-se disponível em: https://council.science/publications/towards-gender-equality-in-scientific-organizations/.

As academias de ciências, medicina e engenharia, em conjunto com as associações científicas internacionais, desempenham um papel importante na definição das agendas científicas, no reconhecimento da excelência científica e no aconselhamento dos decisores políticos. As persistentes disparidades de género nestas organizações, considerando a participação das mulheres na força de trabalho científico, levantam questões sobre a possibilidade de estas poderem participar, liderar e ser reconhecidas nessas organizações em condições de igualdade. A análise descrita no relatório baseia-se em dados obtidos de 136 organizações, respostas a questionários de quase 600 cientistas e uma dezena de entrevistas com representantes de organizações científicas. Tendo por base inquéritos online realizados em 2015 e 2020, o estudo oferece uma perspetiva da evolução, durante dez anos, sobre o progresso e as lacunas que persistem. Identifica barreiras estruturais à igualdade de género e destaca áreas em que as políticas e práticas institucionais contribuíram para alterações mensuráveis.

Principais conclusões do Estudo (com base no divulgado pelos autores)

O progresso é real, embora desigual. Apesar dos ganhos globais desde 2015, as mulheres continuam a estar sub-representadas nas organizações científicas face à sua participação na força de trabalho científico global.

Nas academias nacionais, as mulheres representavam, em média, 19% dos seus membros em 2025, enquanto eram 12% em 2015 e 16% em 2020. Acresce que a proporção de academias com uma representação muito baixa (menos de 10% de mulheres entre os membros) caiu cerca de metade desde 2015.

Nas uniões científicas internacionais, a representação feminina varia principalmente por área, refletindo diferenças nas trajetórias disciplinares e não nos contextos nacionais ou institucionais. As disparidades de género na representação não decorrem de restrições explícitas à elegibilidade das mulheres.

A maioria das organizações científicas reporta procedimentos formalmente abertos e baseados no mérito. No entanto, os processos de nomeação conduzidos pelos membros existentes, juntamente com a dependência de redes informais, continuam a moldar quem é identificado e nomeado. Na maioria dos casos, as mulheres continuam sub-representadas nas listas de nomeações em relação à sua presença na comunidade científica. Uma vez nomeadas, porém, as mulheres são eleitas com taxas ligeiramente superiores à sua participação nas listas de nomeações, indicando que as principais restrições se verificam antes das decisões formais de seleção.

A representação nas academias não equivale a influência. Embora a representação feminina tenha aumentado em muitas organizações, tal não se traduziu consistentemente em cargos de liderança e de tomada de decisão. As mulheres continuam sub-representadas em cargos de presidência e em órgãos de direção superiores, indicando que a influência dentro das organizações permanece desigualmente distribuída. A participação é comparável; as experiências e oportunidades não. As mulheres que servem em organizações científicas participam como os homens mas isso não leva a uma progressão ou reconhecimento comparáveis.

Embora as políticas e práticas de igualdade de género estejam cada vez mais presentes, ainda estãopouco institucionalizadas. Mais de 60% das academias e uniões internacionais referem ter apresentado documentos ou iniciativas políticas com o objetivo de promover a igualdade de género. No entanto, estes esforços limitam-se geralmente à sensibilização ou ao incentivo, e raramente são apoiados por estruturas dedicadas, recursos financeiros ou humanos, ou mecanismos de avaliação. Como resultado, os esforços em prol da igualdade de género tendem a manter-se à margem dos principais processos de governação e, muitas vezes, dependem mais do empenho dos intervenientes individuais do que de um envolvimento institucional sustentado.