VENCEDORES Prémio JÚLIO FOGAÇA 2025

Vencedora do Prémio de História Júlio Fogaça 2025

A Academia das Ciências de Lisboa tem o prazer de anunciar que Isabel Corrêa da Silva é a vencedora da edição de 2025 do Prémio Júlio Fogaça, com o ensaio “D’Andrada: o Cientista e a Invenção do Brasil», publicado em 2024 pela Tinta da China. 

O Prémio Júlio Fogaça, instituído pela Academia das Ciências de Lisboa em cumprimento da vontade do testador Júlio de Melo Fogaça, destina-se a galardoar um ensaio redigido em português, sobre um tema de História de Portugal. A Academia das Ciências de Lisboa congratula premiada pelo seu trabalho notável e pelo merecido reconhecimento com o Prémio Júlio Fogaça 2025. 

A Academia das Ciências de Lisboa agradece a todos os participantes e envolvidos neste prémio e reitera o seu compromisso em apoiar e promover a investigação histórica em Portugal.

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Prémios Melhores Alunos do Ensino Secundário

A Academia das Ciências de Lisboa tem o prazer de anunciar os laureados dos Prémios dos Melhores Alunos do Ensino Secundário, uma iniciativa que visa reconhecer a excelência académica de alunos nesta fase da sua formação. Financiados pela Fundação Amélia de Mello, estes prémios, no valor de 3.000 euros cada, distinguem os melhores desempenhos nas disciplinas de Português, História A e Matemática A.

Premiados:
Prémio António Vieira (Português) – ex aequo:
Maria Clara Pereira Mesquita (Escola Secundária de Penafiel)
Rodrigo Ribeiro Fernandes Sampaio Garrido (Escola Secundária Rainha Dona Leonor, Lisboa)

Prémio Alexandre Herculano (História A)
Maria da Luz Fonseca Archer de Carvalho (Escola Secundária Pedro Nunes, Lisboa)

Prémio Pedro Nunes (Matemática A) – ex aequo:
Eugénio Miguel do Carmo Neri (Colégio Novo da Maia)
Luís Henrique de Carvalho Guimarães Morim (Escola Secundária António Damásio, Lisboa)

Os premiados foram selecionados com base no seu desempenho académico, com destaque para as disciplinas a concurso, e pela originalidade e qualidade dos seus trabalhos.
A Academia das Ciências de Lisboa congratula os premiados e agradece à Fundação Amélia de Mello pelo seu apoio contínuo a esta iniciativa.

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Documento do Mês (AH) | Dezembro 2025

Decreto pelo qual se determina que só a Academia pudesse fazer e publicar um “Diário Literário e Periódico” (10 de julho 1786)

Código de referência: PT/ACL/ACL/B/005/000001

O Arquivo Histórico da Academia das Ciências de Lisboa destaca, para o mês de dezembro, o decreto régio datado de 10 de julho de 1786, através do qual D. Maria I concedeu à mesma Academia o privilégio exclusivo de publicação de um “Diário Literário e Periódico” no qual “se desse ao Publico huma bem elaborada conta dos progressos, que se fizerem diariamente nas Sciencias, e Artes”. Com este ato, a Coroa reconhecia formalmente o papel da Academia na difusão do saber e na promoção do progresso científico e artístico do reino, atribuindo-lhe a responsabilidade de informar o público sobre os avanços quotidianos das ciências e das artes. Este privilégio, que passou a vigorar após o termo da concessão anterior atribuída a Félix António Castrioto – eleito sócio supranumerário em 1780, redator da “Gazeta de Lisboa”, do “Jornal Enciclopedico” e do “Com Privilegio Real” –, ficaria perpetuamente unido à Academia, refletindo o prestígio e a confiança de que gozava enquanto instituição promotora da cultura e do conhecimento. Mais do que um mero monopólio editorial, o decreto constitui um marco no reconhecimento da imprensa científica enquanto instrumento de divulgação e legitimação do saber erudito no Portugal de finais do século XVIII.

Arquivo Histórico da Academia das Ciências de Lisboa

EAu

Academia das Ciências de Lisboa celebra protocolo com a Sharjah Book Authority dos Emirados Árabes Unidos 

Foi assinado no dia 19 de novembro um Memorando de Entendimento entre a Academia das Ciências de Lisboa (ACL) e a Autoridade do Livro de Sharjah (Emirados Árabes Unidos), representada pelo seu CEO, HE Ahmed Al Ameri. Na cerimónia participou também o Embaixador dos EAU em Lisboa, Ahmed Al Mahmoud.

Este acordo de colaboração visa o desenvolvimento de atividades de investigação e de difusão de conhecimento em estudos árabes e cultura islâmica, a partir da preciosa coleção de manuscritos árabes existentes na biblioteca da ACL. Com validade nos próximos três anos (2026 a 2028), o projeto prevê ações de conservação e restauro dos manuscritos, a produção do respetivo catálogo e a sua exibição em armários/vitrines especiais. Serão promovidos seminários e conferências sobre cultura árabe e islâmica e será atribuída uma bolsa de doutoramento para realização de uma dissertação nestes domínios do conhecimento (em colaboração com a Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa). Esta será uma excelente oportunidade de revitalização de uma área de investigação na qual a ACL foi pioneira em Portugal.

Tertúlias de História das Ciências na Academia

A segunda tertúlia, prevista para dia 11 de dezembro, foi reagendado para dia 16 de dezembro, entre as 13h00 e as 14h30 na Varanda D. Fernando II, e terá como tema o período inicial do Observatório Astronómico de Lisboa (1857-1890). Esta tertúlia terá como elemento motivador o Manuscrito do Relatório acerca das alterações que sofreu na Camara electiva o projecto de lei concernente à organisação do Real Observatorio Astronomico de Lisboa de 1875, por Frederico Augusto Ohm, complementado pelo Globo Celeste Adams de 1802 e pelo artigo de Henrique de Barros Gomes, A Astronomia moderna e a questão das parallaxes siderais, in Jornal de Sciencias Mathematicas, Physicas e Naturaes, III (1870), pp. 73-114; III (1971), pp. 139-151, 203-231; IV (1872), pp. 1-29.

A participação é livre para todos os interessados que deverão proceder à sua inscrição obrigatória no seguinte formulário: https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSeLRFzZiwGCeMMF0x3Q_nl0ufFDkSM7NFI3vKqP7s-ZzltNuQ/viewform?usp=header

 

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Grande Prémio Ciência Viva 2025

A Academia das Ciências de Lisboa felicita a académica Helena Freitas pela atribuição do Grande Prémio Ciência Viva 2025. Esta distinção reconhece o seu contributo na promoção da cultura científica em Portugal. Bióloga e Professora Catedrática de Biodiversidade e Ecologia na Universidade de Coimbra, fundadora e Coordenadora do Centro de Ecologia Funcional e titular da Cátedra UNESCO em Salvaguarda da Biodiversidade para o Desenvolvimento Sustentável, a académica Helena  Freitas recebeu outras distinções, entre as quais a Comenda da Ordem do Infante D. Henrique, em 2000, o Prémio Portugal Inspirador de Personalidade do Ano em 2022 e o Prémio Ernst Haeckel da EEF pelos seus contributos para a ciência ecológica europeia, em 2023. A Academia congratula igualmente todos os premiados desta edição, saudando o trabalho que desenvolvem em prol da literacia científica e do conhecimento.

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DEOLINDA FLORES (1958-2025)

Faleceu a dia 12 de novembro de 2025 a académica Deolinda Flores Marcelo da Fonseca, sócia correspondente da Academia das Ciências de Lisboa.

Doutorada e Agregada em Geologia pela Universidade do Porto, foi Professora Catedrática no Departamento de Geociências, Ambiente e Ordenamento do Território da Faculdade de Ciências. Notabilizou-se nas áreas das aplicações geológicas e multidisciplinares da Petrologia e Geoquímica Orgânicas. Exerceu funções em organizações científicas como membro do Council do International Committee for Coal and Organic Petrology (ICCP), como responsável do respetivo Accreditation Subcommittee e, ainda, como membro da direção do Grupo de Geoquímica e presidente do Conselho Fiscal da Sociedade Geológica de Portugal.

Foi eleita para secção de Ciências da Terra e do Espaço da Classe de Ciências a 25 de maio de 2023.

A Academia das Ciências de Lisboa manifesta aos familiares e amigos de Deolinda Flores sentidas condolências pelo seu falecimento.

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Dois Académicos da ACL integram consórcio distinguido com uma ERC Synergy Grant

A Academia das Ciências de Lisboa felicita os Académicos João F. Mano (Universidade de Aveiro, CICECO) e Nuno Araújo (Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, CFTC) pela distinção do projeto RODIN – Cell-mediated Sculptable Living Platforms com uma bolsa do Conselho Europeu de Investigação, uma ERC Synergy Grant, no montante global de 10 milhões de euros. O consórcio envolve equipas da Universidade de Aveiro, da Faculdade de Ciências ULisboa e do Imperial College London. 

O projeto RODIN propõe uma alteração radical na forma de encarar a engenharia de tecidos e a medicina regenerativa. Visa compreender como as células remodelam, física e biologicamente, o seu meio envolvente e usar esse conhecimento para criar biomateriais mais eficientes e mais próximos dos sistemas vivos. O financiamento tem a duração prevista de seis anos. 

De acordo com a Fundação para a Ciência e a Tecnologia, trata-se do primeiro consórcio com duas equipas portuguesas a ser financiado nesta linha, estimando-se 6,8 milhões de euros de investimento direto para as equipas nacionais.