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Accademia Nazionale dei Lincei

O Presidente da Academia das Ciências de Lisboa realizou uma conferência na Accademia Nazionale dei Lincei no passado dia 10 de março de 2023 sobre o papel das academias no desenvolvimento da cooperação e diplomacia científicas no atual contexto europeu.

O resumo da conferência pode ser lido aqui.

Design sem nome (8)

Mulheres na Ciência

Intervenção do Presidente da Academia das Ciências de Lisboa na sessão MULHERES NA CIÊNCIA, promovida pelo Ciência Viva, que decorreu no Pavilhão do Conhecimento no Dia Internacional da Mulher, 8 de março de 2023.

 

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Destaque Biblioteca ACL

Tratado Chiromância ou Filozomia da mão

No mês de março, a Biblioteca da Academia das Ciências de Lisboa destaca o Tratado da Chiromância ou Filozomia da mão (Azul 94, fls. 66-110), documento que integra os Manuscritos da série azul.

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Documento do Mês (AH) – Março

Comunicação de António José Viale, Vice-Presidente da Academia das Ciências de Lisboa, à Classe de Letras, 11 de março de 1852.

– Carta manuscrita com instruções para a continuação do Diccionario da Lingoa Portugueza, relevando a importância de tal projeto, iniciado em 1793 com a publicação do primeiro e único volume.

 

Data de 1793 a publicação do primeiro e único tomo do Diccionario da Lingoa Portugueza, projeto conduzido por uma comissão extraordinária de académicos, constituída em assembleia particular de 28 de junho de 1780, e liderada por Pedro José da Fonseca (1736-1816), acompanhado por Agostinho José da Costa de Macedo (1745-1822) e Bartolomeu Inácio Jorge. Esta obra foi o primeiro resultado do esforço literário preconizado desde a fundação da Academia das Ciências de Lisboa (ACL) em prol do fomento e enriquecimento do léxico da Língua Portuguesa.
Decorreram, no entanto, quase dois séculos até à publicação de um novo Dicionário da Língua Portuguesa, em 1976, que igualmente não avançou além do primeiro volume. Durante esse período, somaram-se os apelos à Academia no sentido de dar continuidade ao trabalho iniciado pelos sócios fundadores. Foi nesse contexto que António José Viale (1806-1889), Vice-Presidente da ACL, interpelou os seus consócios em comunicação à Classe de Letras, à qual pertencera, desta resultando o manuscrito datado de 11 de março de 1852, agora divulgado como “Documento do Mês” de março.
Dirigindo-se aos sócios da classe, António José Viale apresenta uma proposta de avanço com instruções para a continuação do Dicionário que o próprio François Guizot (1787-1874) “não duvidou de preconizá-lo como modelo em que até a Academia Franceza muito acharia que imitar”, evocando outros exemplos de academias congéneres europeias. Assim, na esperança de reunir entusiasmo junto dos académicos e apoio financeiro da instituição, o autor ressalva que “huma empreza de tão transcendente utilidade litteraria, e cujo desempenho muito pode contribuir para o credito da illustre Sociedade a que temos a honra de pertencer”. Assistimos, deste modo, não só a uma tentativa de promoção da investigação científico-literária, como a um ato simbólico do interesse dos membros em participar como intervenientes ativos nos trabalhos da ACL.
No Fundo Geral do Arquivo Histórico da ACL conservam-se vários registos que testemunham os trabalhos da comissão de 1780, como apontamentos, correspondência, instruções e verbetes. Constam ainda no catálogo da Biblioteca a primeira edição do Diccionario da Lingoa Portugueza (1793), bem como o Dicionário da Língua Portuguesa (1976) e a reprodução facsimilada comemorativa do 2º Centenário do primeiro, na qual João Malaca Casteleiro acrescenta ainda um estudo linguístico (1993).
O legado filológico e lexicográfico dos dicionários publicados pela ACL vê-se continuado no Instituto de Lexicologia e Lexicografia da Língua Portuguesa (ILLLP), fundado com o objectivo de promover o enriquecimento do léxico da língua portuguesa, firmando a Academia como órgão consultivo do Governo em matéria linguística.

 

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Destaque do Museu – Março

Frei Manuel do Cenáculo Villas-Boas

A Academia das Ciências de Lisboa celebra o nascimento da figura de Frei Manuel do Cenáculo Villas-Boas (1724-1815), que completaria este mês 299 anos de idade. Nascido a 1 de março de 1724, este religioso franciscano pertencente à ordem terceira de São Francisco, destacou-se na atividade pedagógica e no intenso mecenato das ciências, artes e letras. Ávido colecionador de obras literárias, foi o impulsionador na criação de várias bibliotecas e museus por todo o país com o intuito de alargar o conhecimento ao público.
O seu contributo à Academia não passa despercebido. No segundo quartel do século XVIII incentivou a construção da biblioteca do Convento da Nossa Senhora de Jesus – espaço atualmente conhecido como Salão Nobre – para a qual doou milhares de livros da sua coleção pessoal.

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Acordo de cooperação científica com a Academy of Scientific Research and Technology of Egypt

A Academia das Ciências de Lisboa assina, com a Academy of Scientific Research and Technology of Egypt, um acordo de cooperação científica. O acordo foi assinado no Cairo no âmbito de uma visita do MCTEs ao Egito, em que Portugal participou como país convidado para a 7.ª Exposição Internacional Sobre Inovação, nos dias 13 e 14 de fevereiro. O Presidente da ACL esteve presente e participou numa mesa redonda sobre temas de diplomacia científica.

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Documento do Mês (AH) – Fevereiro

Carta da Académie des Inscriptions et Belles-Lettres (Institut Impérial de France) à Academia das Ciências de Lisboa, 11 de março de 1862.

–  Carta manuscrita que testemunha a atividade de cooperação mantida entre organizações científicas na Europa oitocentista, dando conta de monografias oferecidas pela ACL e respetivos agradecimentos.

A par da renovação do pensamento científico e filosófico, assistiu-se, nos séculos XVII e XVIII, à proliferação de academias e sociedades científicas, concomitantemente espaços de organização e institucionalização da ciência, e centros de legitimação sociocultural das classes média e alta. Como instituições de e para a elite, ser-lhes-ia reconhecida autonomia jurídica por via do patrocínio régio e da concessão de prerrogativas concretas – como o direito à autonomia estatutária e a deter imprensa própria –, servindo também de corporações de consultoria técnica dos governos que as promovessem. À imitação de todas as nações cultas, como designado no Plano de Estatutos de 1780, desde a sua fundação que a Academia das Ciências de Lisboa (ACL) empreendeu esforços no âmbito da produção e divulgação do conhecimento científico moderno, ou não fossem os seus principais impulsionadores membros ativos da Royal Society e da American Philosophical Society, como D. João Carlos de Bragança, 2.º Duque de Lafões (1719-1806), e o abade José Corrêa da Serra (1750-1823). Neste sentido, a atuação da ACL pautou-se pela criação de redes de contacto com instituições congéneres, que logo se tornaram suas correspondentes assíduas. Da extensa lista de academias e institutos científicos com que a ACL se correspondia, encontra-se a Académie des Inscriptions et Belles-Lettres, fundada em 1663 por Jean-Baptiste Colbert (1619-1683), e posteriormente integrada no Institut de France. O “Documento do Mês” de Fevereiro vem, assim, destacar um exemplar de correspondência manuscrita entre corpos científicos endereçada ao Secretário-Geral da ACL, à época José Maria Latino Coelho (1825-1891). Datada de 11 de março de 1862, esta carta confirma a receção e agradece as sete obras remetidas pela ACL no ano anterior, as quais teriam sido já apresentadas em assembleia e depositadas na biblioteca do Institut de France. Entre estas, destacam-se Annaes das Sciencias e Letras publicados debaixo dos auspícios da Academia Real das Sciencias de 1857 e 1858, e duas secções da emblemática Portugaliae Monumenta Historica, “Scriptores” e “Leges et Consuetudines”. O Fundo Geral do Arquivo Histórico da ACL conserva um número considerável de cartas provenientes de organizações científicas homólogas, com as quais ainda hoje se corresponde e troca obras publicadas. Nas últimas décadas, tal proximidade motivou a criação de associações interacadémicas para a cooperação internacional, das quais a ACL é membro. Arquivo Histórico da Academia das Ciências de Lisboa

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Adesão ao Projeto RCAAP

A ACL já se encontra integrada no projeto Repositórios Científicos de Acesso Aberto de Portugal (RCAAP). O Repositório Aberto da Academia das Ciências de Lisboa, publica e divulga a produção intelectual e científica institucional, e promove a divulgação do seu acervo bibliográfico. Sempre que possível permite o acesso livre e integral dos documentos.

Visitar RCAAP Aqui

Noticias_Mostra-Guarda-Mor

Mostra Documental – Guarda-Mor

Durante o mês de fevereiro, o Arquivo Histórico da Academia das Ciências de Lisboa destaca a secção do Guarda-Mor dos Estabelecimentos, órgão regulamentado por alvará régio de 1791, em mostra documental localizada na antecâmara da Biblioteca.

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ILLLP e CEHUM promoveram um seminário lexicográfico

Nos dias 20 e 27 de janeiro, o ILLLP, em parceria com o Centro de Estudos Humanísticos da Universidade do Minho (CEHUM), dinamizou um seminário lexicográfico dirigido aos alunos do Mestrado Europeu em Lexicografia (EMLex), Programa Erasmus Mundus da Escola de Letras, Artes e Ciências Humanas da Universidade do Minho. As sessões incidiram sobre a história e a evolução dos dicionários académicos portugueses, tendo sido ministrada formação teórica e prática no âmbito da elaboração de dicionários de língua geral, especificamente sobre obras produzidas por academias.

O convite, endereçado pela diretora do curso EMLex, Professora Doutora Idalete Dias, vem no seguimento do protocolo entre a Academia das Ciências de Lisboa (ACL) e a Universidade do Minho para a elaboração da versão digital do Dicionário da Língua Portuguesa da ACL. As sessões foram dinamizadas pela Doutora Ana Salgado, presidente do ILLLP.